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Anatomia

Nossa turma no primeiro semestre 2010 =) 1 Bacharel - Educação Física Unopar
Laboratório de Anatomia - UNOPAR- Universidade Norte do Paraná




CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
ANATOMIA HUMANA


     

APOSTILA PARA ESTUDO DA ANATOMIA HUMANA

LONDRINA – 2010

                        Este material destina-se ao estudo da anatomia humana, porém, o mesmo serve  apenas como base para que o aluno direcione seus estudos, em hipótese alguma, este material substitui a utilização de LIVROS, onde se encontra de forma completa e detalhada todos os sistemas estudados.

                        Para uma completa formação acadêmica, é imprescindível a pesquisa em LIVROS, apostilas são resumos de livros, e quem estuda somente em apostilas, corre o risco de ter um aprendizado medíocre.
                        LEIA LIVROS.
                        Segue abaixo uma relação de livros de anatomia de excelente qualidade disponíveis na biblioteca da UNOPAR, que serviram de referência para a elaboração deste trabalho.

- DANGELO, G. FATTINI, C. Anatomia sistêmica e segmentar. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2000.
- DANGELO, G. FATTINI, C. Anatomia básica dos sistemas orgânicos.  São Paulo: Atheneu, 2005.
- GARDNER, R. GRAY, D. RAHILLY, R. Anatomia estudo regional do corpo. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
- GRAY, H. Anatomia. 29 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.
- NETTER, F. Atlas de anatomia humana. Porto Alegre: Artmed, 1998.
-  SNELL, R. Anatomia. 2 ed. Rio de Janeiro: Medsi, 1981.
- SPALTEHOLZ, W. Atlas de anatomia humana. São Paulo: Roca, 1988.

- TORTORA, G. GRABOWSKI, S. Princípios de anatomia e fisiologia. 9 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

- WENECK, A. WERNECK, W. Wolff-Heidegger – atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

- WERNECK, W. Sobotta – atlas de anatomia humana. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
  

SUMÁRIO

 

1 – INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA

2SISTEMA ÓSSEO

3 – SISTEMA ARTICULAR

4 – SISTEMA MUSCULAR

5 – SISTEMA NERVOSO

6 – SISTEMA URINARIO

7 – SISTEMA GENITAL

8 – SISTEMA DIGESTIVO

9 – SISTEMA RESPIRATÓRIO

10 – SISTEMA CARDIOVASCULAR



1 – POSIÇÃO ANATÔMICA
Da mesma forma que na nomenclatura a posição de estudo do corpo humano foi feita por convenção. Observe pela figura que a posição anatômica se assemelha à posição fundamental da educação física: indivíduo em posição ereta (em pé, posição ortostática ou bípede), com a face voltada para frente, o olhar dirigido para o horizonte, membros superiores estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para frente, membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente. Não importa, portanto, que o cadáver esteja sobre a mesa em decúbito ventral (com o ventre sobre a mesa), ou decúbito dorsal (com o dorso sobre a mesa), ou em decúbito lateral (de lado), as descrições anatômicas são feitas considerando o indivíduo em posição anatômica.

      
2 – PLANOS DE DELIMITAÇÃO E SECÇÃO DO CORPO HUMANO
                            Na posição anatômica o corpo humano pode ser delimitado por planos tangentes à sua superfície, os quais, com suas intersecções, determinam a formação de um sólido geométrico, um paralelepípedo. Têm-se assim, para as faces desse sólido, os seguintes planos correspondentes:
A – Dois planos verticais, um tangente ao ventre (plano ventral ou anterior), e outro ao dorso (dorsal ou posterior). Estes e outros a eles paralelos são também denominados como planos frontais, por serem paralelos à “fronte”. Via de regra, as denominações ventral e dorsal são reservadas ao tronco e anterior e posterior aos membros.
B – Dois planos verticais tangentes aos lados do corpo (plano lateral direito e plano lateral esquerdo).
C – Dois planos horizontais, um tangente à cabeça (plano cranial ou superior) e outro à planta do pé (plano podálico ou inferior).

9 – PLANOS DE SECÇÃO DO CORPO HUMANO
                                           
                            Para facilitar o estudo, embora pareça que inicialmente seja mais complicado, foi convencionado traçar alguns planos imaginários para descrever o corpo. Estas secções ou planos adquiriram maior importância hoje por causa dos exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética.
                            Convencionou-se descrever os seguintes planos:
1. Plano frontal: é o plano de secção paralelo aos plano ventral e dorsal (corte frontal). Divide o corpo longitudinalmente em partes anterior e posterior;
2. Plano mediano: é o plano que divide longitudinalmente o corpo humano em metades direita e esquerda. Toda secção do corpo feita por planos paralelos ao plano mediano é um plano ou secção sagital (corte sagital).
3. Plano transversal: é o plano de secção paralelo aos planos cranial, podálico e caudal e são horizontais. A secção é denominada transversal (corte transversal) e divide o corpo em parte superior e inferior.
3 – EIXOS DO CORPO HUMANO
                            Convencionou-se também descrever eixos do corpo humano, que são linhas imaginárias traçadas no indivíduo considerado incluído no paralelepípedo. Os eixos principais seguem três direções ortogonais:
- Eixo sagital: que é antero-posterior, unindo o centro do plano ventral ao centro do plano dorsal;
- Eixo longitudinal: que é crânio-caudal, unindo o centro do plano cranial ao centro do plano podálico ou caudal;
- Eixo transversal: que é látero-lateral, unindo o centro do plano lateral direito com o centro do plano lateral esquerdo.






4 – TERMOS DE POSIÇÃO E DIREÇÃO
                            Foram criados termos para facilitar o estudo e a descrição do corpo:
- Plano mediano é um plano de secção imaginário e vertical que passa longitudinalmente através do corpo e o divide em metades direita e esquerda..
-  Linha mediana é a linha imaginária que passa exatamente no meio do corpo. O umbigo e o nariz, por exemplo, estão na linha mediana;
-  Medial indica estrutura situada próxima ao plano ou linha mediana. Ex: dedo mínimo é medial em relação ao polegar;
- Lateral indica estruturas situadas mais próximas do plano lateral direito ou esquerdo. Ex: o polegar é lateral em relação ao dedo mínimo;
- Intermédio indica estrutura localizada entre o lateral e o medial. Ex: A artéria femoral está em posição intermédia em relação à veia e o nervo femoral;
- Palmar indica estrutura relacionada à palma da mão;
- Plantar indica relação com a planta do pé;
- Superficial e profundo indicam mais próximo ou mais afastado da superfície do corpo, respectivamente;
- Interno e externo significam, respectivamente, dentro ou fora de uma cavidade ou órgão;
- Proximal e distal são usados para indicar mais próximo ou mais distante da raiz do membro ou do centro do corpo;
- Superior e inferior indicam mais alto e mais baixo, respectivamente;
- Médio é usado para uma situação relativa entre duas outras que podem ser anterior, média e posterior, ou superior, média e inferior, ou ainda externa, média e interna.






SISTEMA ÓSSEO

1 – DEFINIÇÃO

                            O estudo dos ossos denomina-se osteologia, palavra formada pelos termos de origem grega ostion = osso e logos = estudo. O esqueleto não consiste apenas nos ossos, mas inclui também as cartilagens e as articulações. O indivíduo adulto, idade na qual se considera completado o desenvolvimento orgânico, possui 206 ossos. Estes ossos estão distribuídos da seguinte forma, com exceção dos ossículos dos ouvidos (estribo, martelo e bigorna) e o osso hióide, localizado na região anterio-superior do pescoço.

Região
Ossos
Cabeça
22
Coluna
33
Costelas
24
Esterno
1
Cintura escapular
4
Membros superiores
60
Cintura pélvica
2
Membros inferiores
60
Total
206








2 – FUNÇÃO DOS OSSOS.           

- Proteção dos órgãos localizados em cavidades (coração, pulmões, sistema nervoso central e órgãos localizados na cavidade pélvica);

- Sustentação de órgãos que nele se prendem e inserções musculares;

- Armazenamento de sais minerais, como Cálcio e Fósforo e em alguns ossos, na medula óssea, centro hematopoéticos (centros formadores de células sangüíneas).

3 – TIPOS DE SUBSTÂNCIAS ÓSSEAS.

- Compacta: lamínulas de tecidos ósseo, fortemente unidas sem que haja espaço interposto, reveste a superfície dos ossos.
- Esponjosa: lamínulas ósseas dispostas com espaços entre si e situa-se internamente à substância compacta. Obs: Na calota craniana, excepcionalmente, ocorre interposição de substância óssea esponjosa entre duas tábuas ósseas de substância compacta, sendo a substância dessa região denominada DÍPLOE.



                            Os ossos são revestidos por uma membrana denominada perióstio (apresentando dois folhetos: um superficial e outro profundo) que em contado direto com a superfície óssea, é chamado osteogênico, pois suas células são responsáveis pelo espessamento do osso apresentando, portanto, função importante na consolidação das fraturas.    
4 – CLASSIFICAÇÃO DOS OSSOS.

                            Baseando-se na forma geométrica e na predominância de uma de suas dimensões sobre as demais. Os ossos podem ser classificados como:
- Ossos longos: são aqueles nos quais o comprimento excede a largura e a espessura. É constituído de um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises). Internamente possui o canal medular. Ex. úmero, fêmur.

- Ossos alongados: onde o comprimento é maior que a largura e a espessura e não apresenta canal medular. Ex. costelas.

- Ossos curtos: as dimensões são aproximadamente iguais. Ex. ossos do carpo e do tarso.

- Ossos laminares ou planos: possuem duas camadas compactas, com uma intermediária esponjosa que recebe o nome de DIPLOE. Ex. a maioria dos ossos do crânio; parietal, frontal, temporal e occipital.

- Ossos irregulares: forma complexa, não definida geometricamente. Ex. vértebras.

- Ossos pneumáticos: são aqueles que contêm cavidades revestidas de mucosa contendo ar. Ex. maxilar, esfenóide, etmóide e frontal.

- Ossos sesamóides: são aqueles alojados na intimidade dos tendões ou cápsula articulares. Ex. patela.
- Ossos acessórios ou extranumerários: ex. um dedo a mais.    






5 – ACIDENTES ÓSSEOS

5.1 – PROEMINÊNCIAS
- CABEÇA: é uma projeção óssea articular esférica.
- CÔNDILO: é uma massa óssea articular cilíndrica.
- CRISTAS: é o termo usado para uma margem pronunciada. 
- TUBEROSIDADE: é uma projeção óssea relativamente grande.
- TUBÉRCULO: é uma projeção óssea menor.
- LINHA: é uma pequena crista ou marca de um osso, causada pela força de tração de um músculo.
- ESPINHA: é uma saliência em forma de espinho.
- TROCÂNTER: está localizada na epífise proximal do fêmur.

5.2 – CAVIDADES, DEPRESSÕES E REENTRÂNCIAS
- SULCO: é uma depressão linear.
- FOSSA: é uma depressão côncava.
- FÓVEA: fosso, escavação, pequena depressão.

5.3 – BURACOS, FORAMES E CANAIS
- FORAME: é um orifício circunscrito em um osso.
- MEATO: abertura, orifício de um conduto.
- ÓSTIO: orifício.
- CANAIS: passagem tubular e relativamente estreita. Sinônimo: conduto, ducto.
- SEIO: depressão, cavidade ou espaço oco.
- HIATO: fenda, abertura.

6. DIVISÃO DO ESQUELETO

6.1 – E SQUELETO AXIAL
O esqueleto axial forma o eixo principal de suporte do corpo. Inclui a cabeça, a coluna vertebral e o tórax. 

6.2 – ESQUELETO APENDICULAR
O esqueleto apendicular inclui os ossos que formam os membros superiores e inferiores;

6.2 – CINTURAS
Unem o esqueleto apendicular ao axial.
C.1- Cintura escapular; (superior) formada pela escápula e clavícula.
C.2- Cintura pélvica; (inferior) formada pelo osso do quadril, cuja constituição deriva da união de três ossos (ílio, ísquio e púbis).

ESQUELETO AXIAL

                            Vamos iniciar estudando o esqueleto axial, na seqüência, cabeça, coluna vertebral e tórax.

A – CABEÇA
                            Para o estudo da cabeça óssea é preciso:
- Localizar e identificar os ossos da cabeça, que podem ser separados em ossos do crânio e da face;
 - Identificar e nomear as suas articulações;
 - Identificar e localizar os principais acidentes.

                            O crânio tem 8 ossos, sendo 2 pares e 4 ímpares:
                            Os ossos pares ou bilaterais são: parietais e temporais.
                            Os ossos ímpares ou medianos são: frontal, etmóide, esfenóide e occipital.
                           
                            A face tem 14 ossos, sendo 6 pares ou bilaterais e 2 ímpares:
                            Os ossos pares ou bilaterais são: nasais, lacrimais, zigomáticos, maxilas, palatinos e conchas inferiores.
                            Os ossos ímpares ou medianos são: mandíbula e vômer.
                            Os ossos do crânio formam a caixa craniana, que contém o encéfalo. Os ossos da face formam o maciço facial que contém os órgãos dos sentidos.
                            Para identificar e localizar os principais acidentes da cabeça, vamos estudar as suas faces, interna e externa. Na face externa vamos observar as vistas: superior, anterior, lateral, posterior e inferior.

A - Face externa
- Vista superior = pode ser denominada de “calota craniana”
- Os ossos que a compõem:                                                                       
      Frontal (que é mais anterior):
      Parietais (que são os latrais)
      Occipital (que é o mais posteior).

Caixa de texto:














                                        
- Os principais acidentes:
Sutura sagital situada entre os ossos parietais.
Sutura coronária situada entre o osso frontal e os parietais.
Sutura lambdóide situada entre os ossos parietais e o occipital.
Fontanela bregmática na junção das suturas coronária e sagital.
Fontanela lambdóide na junção da sutura sagital e lambdóide.

                            Na criança as fontanelas são maiores, porque os ossos ainda não se calcificaram totalmente.
                                                                                                                                                        








VISTA ANTERIOR

- Os ossos que a compõem e que vamos identificar:
      Frontal
      Nasais (forma o dorso do nariz)
      Lacrimais
      Zigomáticos
      Maxilas
- Os principais acidentes:
      Cavidade orbitária (ossos que a formam)
Abertura piriforme (maxilares e nasais)
Septo nasal (etmóide e vômer)
                       
VISTA LATERAL
- Identificar os ossos:
                                  Frontal
                                  Esfenóide
                                  Parietal
                                  Occipital
                                  Temporal
- Os principais acidentes:
                 Arco zigomático
                 Meato acústico externo (situado no osso temporal)
                 Processos: mastóide e estilóide
                
VISTA POSTERIOR
-  Identificar o osso:
                 Occipital


VISTA INFERIOR
-  Identificar os ossos:

                                  Maxilas

                                  Palatinos
                                  Vômer
                                  Esfenóide
                                  Occipital
- Os principais acidentes:
                  Forames: magno, jugular e carótico.
                  Processo condilar ou côndilo do occipital
                  Palato ósseo (maxilas e palatinos)
                                             
                 
VISTA INTERNA
- Os ossos que formam:
                                  Frontal
                                  Etmóide
                                  Esfenóide
                                  Temporais
                                  Occipital                                 

                                
B - COLUNA VERTEBRAL
                            A coluna vertebral que é realmente o eixo por onde giram os movimentos e pesos do corpo é composta por 33 vértebras superpostas, sendo 24 móveis e 9 fixas e soldadas,

                            Distribuídas em 5 regiões, denominadas:
- Coluna cervical com 7 vértebras (v c).
- Coluna torácica com 12 vértebras (v t).
- Coluna lombar com 5 vértebras (v l).
- Coluna sacral com 5 vértebras soldadas (v s).
- Coluna coccígeas com 4 vértebras soldadas.
 
                A coluna vertebral apresenta curvaturas normais, que são côncavas para frente nas regiões torácica e sacral. Estas curvaturas são denominadas de curvaturas primárias.
                A coluna vertebral apresenta curvaturas convexas para frente nas regiões cervical e lombar. Estas curvaturas são denominas secundárias. 
                     
                            Todas as vértebras são parecidas, isto é tem os mesmos elementos anatômicos. Mas apresentam variações características da região que ocupa.
                            As partes principais das são as seguintes:
                            - Corpo da vértebra
                            - Pedículo vertebral.
                            - Processos espinhosos.
                            - Processos transversos.
                            - Processos articulares: superior e inferior.
                - Canal vertebral
                - Forame intervertebral                
                                                                                                                        
                As vértebras articulam-se entre si. E estão unidas com as subjacentes (de baixo) e suprajacentes (de cima) em vários lugares. Os corpos vertebrais estão unidos por uma estrutura muito importante denominada disco intervertebral. Os processos articulares estão unidos por ligamentos.
                É útil fazer a diferenciação entre as vértebras de cada região. Nota-se que as vértebras mais altas são mais delicadas e as inferiores são mais fortes:

A – Cervicais.





                             Tem como características o processo transverso ter um orifício denominado forame transverso. O Atlas não tem corpo vertebral e sim um arco anterior e um posterior. O áxis tem na parte superior do corpo vertebral um dente denominado de processo odontóide.
B – Torácicas.













                             As vértebras torácicas têm os processos espinhosos bem oblíquos e pontiagudos.

C – Lombares.


      


                           

                             As vértebras lombares têm os processos espinhosos acentuadamente horizontais e quadrados.

D – Sacro.
                             É o resultado da junção de 5 vértebras que se soldam entre si. Ele articula-se; superiormente com a 5a vértebra lombar (L5) onde forma o promontório, lateralmente com os ossos do quadril e inferiormente com o cóccix. O sacro e os dois ossos do quadril formam a pelve óssea.
                 No sacro identificamos:
                - Face anterior ou pélvica: é lisa e côncava.
                - Face posterior ou dorsal: é irregular e apresenta as cristas sacrais.
                - Canal sacral: abertura superior do osso sacro.
                - Hiato sacral: abertura inferior do osso sacro.
                - Crista sacral (face posterior do sacro)
                Em ambas as faces notamos as presenças dos forames sacrais: anteriores e posteriores, por onde saem os nervos.
                O cóccix é um pequeno osso formado pela soldadura de 2 a 4 vértebras.      

















C - TÓRAX

                            A caixa torácica é formada: anteriormente pelo osso esterno.

                Lateralmente pelas costelas.                                                                  

                Posteriormente com a coluna vertebral.

















                            As costelas são 12 pares que podem ser classificadas em:
                                      7 pares verdadeiros
                                      3 pares falsos
                                      2 pares flutuantes
                            Elas articulam-se anteriormente com o osso esterno e posteriormente com as vértebras. São classificadas como ossos alongados.
                            As costelas podem ser contadas de cima para baixo, Isto é, a mais superior é a 1a costela e a ultima é a 12a costelas. As 7 primeiras, isto é, da 1a até a 7a são consideradas costelas verdadeiras.
                            A 2a costela articula-se com o ângulo do esterno. O espaço entre as costelas denomina-se espaço intercostal. As 3 costelas falsas se continuam anteriormente por cartilagens que vão até o osso esterno. Estas cartilagens formam uma borda costal. As bordas costais, direita e esquerda formam o ângulo subcostal. As 2 costelas flutuantes articulam-se posteriormente com a coluna vertebral e anteriormente as suas extremidades são livres.


 





D – ESTERNO:

                    Está localizado na parte anterior do tórax e articula-se com as costelas através das cartilagens costais e com as clavículas.
                    - Está dividido em 3 partes:
                    Manúbrio
                Corpo do esterno
                Processo xifóide.
                                             
ESQUELETO APENDICULAR

I - CINTURA ESCAPULAR:
                            A cintura escapular é formada pela escápula e clavícula, une o membro superior ao tronco.
                            1. Escápula: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence:

                 Face; anterior ou costal.

                 Face; posterior ou dorsal.
                 Ângulos superior, inferior e lateral.
                 Fossas; supra-espinhal, infra-espinhal e subescapular.
                            Acidentes
                            Espinha da escápula
                            Acrômio

                            Cavidade glenóide

                            Processo coracóide
                 
2. Clavícula: Identificar, e descriminar a que lado pertence:
                            Faces; superior e inferior.
Extremidades; acromial e esternal
Margem; anterior e posterior

                   















II - MEMBRO SUPERIOR:

1. Úmero: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence:
                      - Epífise proximal:
                      - Cabeça do úmero
                     
                      Epífise distal:
                 - Epicôndilo medial
                 - Epicôndilo lateral
                 - Fossa coronóide
                 - Fossa do olecrano
 


2 – Rádio: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence:
                      Epífise proximal:
                 - Cabeça do rádio

                            - Colo do rádio

                      Epífise distal:
                 - Face articular do carpo
                 - Incisura ulnar
                 - Processo estilóide do rádio
                           
3 – Ulna: Identificar, classificar e descrimina a que lado pertence:
                            Epífise proximal:

                            - Olécrano

                 - Incisura troclear
                       Epífise distal:
                 - Processo estilóide
                                      
4. Mão: Identificar as três regiões:
                      Identificar as três regiões:
                       - Carpo (ou ossos do pulso) são em número de 8 ossos distribuídos em 2 fileiras:
                       A 1 – fileira proximal: 4 ossos; escafóide, semilunar, piramidal e pisiforme.
                       A 2 – fileira distal: 4 ossos; trapézio, trapezóide, capitato e hamato.
                            - Metacarpo: 5 ossos:
                            Unem os ossos do carpo às falanges, numeradas de 1 a 5 do polegar ao mínimo.
                            - Falanges: 14 ossos:                                                                              
                            Proximal, média e distal, com exceção do polegar que possui 2 falanges: proximal e distal.


 
III - CINTURA PÉLVICA:

                            Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence:
                            A cintura pélvica é formada pelos ossos do quadril.
                            O osso do quadril é formado: ílio, ísquio e púbis.

                            OSSO DO QUADRIL: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence.
                 Acidentes:
                 - Crista ilíaca
                            - Face auricular
                 - Sínfise púbica
                 - Forame obturado
                 - Fossa do acetábulo

                    

IV - MEMBRO INFERIOR:

                            FÊMUR: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence.
                 Epífise proximal:
     - Cabeça do fêmur
     - Colo do fêmur
     Epífise distal:
     - Côndilo medial – Côndilo lateral
     - Epicôndilo medial – Epicôndilo lateral
     - Fossa intercondilar




                                                                              
                                                   
                      




                            PATELA: Identificar, classificar descriminar a que lado pertence.
     Acidentes:
     - Ápice
     - Base
     - Face anterior
     - Face posterior

                            TÍBIA: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence.
                 Epífise proximal:
     - Côndilo medial
     - Côndilo lateral
     - Eminência intercondilar
     - Tuberosidade da tíbia
                            Epífise distal:
                            - Maléolo medial
                            - Incisura fibular
                            - Face articular do tarso

                            FÍBULA: Identificar, classificar e descriminar a que lado pertence.
                 Epífise proximal:
                 - Cabeça da fíbula
     - Face articular da cabeça da fíbula
                 Epífise distal:
                            - Maléolo lateral
                                                        




                                                          



                            Pé: Identificar as três regiões:
                            - Tarso:
                             7 ossos; calcâneo, tálus, navicular, cubóide, cuneiforme medial, cuneiforme intermédio e cuneiforme lateral.
                           
                            - Metatarso: 5 ossos:
                    Unem os ossos do tarso ás falanges, numeradas de 1 a 5 do hálux ao mínimo.

                            - Falanges: 14 ossos:
                            Proximal, média e distal, com exceção do hálux que possui 2 falanges,
                            Proximal e distal.  

                   











SISTEMA ARTICULAR

                            A artrologia é a parte da anatomia que trata das articulações. Os ossos “unem-se“ entre si para constituir o esqueleto. O objetivo maior das articulações é conferir aos ossos movimentos levados pela ação muscular.
                            Acessoriamente podemos considerar que determinadas articulações são importantes no crescimento ósseo (cartilagem de crescimento). Por último, as articulações fornecem elasticidade e flexibilidade ao esqueleto.

CLASSIFICAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES

                            São vários os critérios adotados para se classificar as articulações do esqueleto. Uma maneira seria considerar o tipo de tecido interposto entre os ossos articulares.
                            - Articulação fibrosa
                            - Articulação cartilaginosa
                            - Articulação sinovial.

1 – FIBROSAS
                As articulações fibrosas são exclusivas do esqueleto cefálico. Isto quer dizer que os ossos do “crânio” estão articulados através de um tecido conjuntivo fibroso, que além de colaborar no crescimento da cabeça, oferece também elasticidade. Num crânio de feto as suturas são mais amplas (mais separadas) porque são áreas provisórias de interconexões que sofrerão sinostoses (ossificação) com a idade.

1.1  Fibrosas do tipo Suturas:
            Englobam quase todas as articulações entre os ossos do crânio, e se subdividem em:
                - Denteadas (serráteis). Exemplo: sutura interparietal.
                - Escamosas (biseladas).  Exemplo: sutura parietotemporal.
                - Planas. Exemplo: sutura internasal.
Classificação:
- Quanto ao tecido interposto. Fibrosa
- Quanto ao movimento. Imóvel ou sinartrose.
1.2  Fibrosas: do tipo Gonfoses:

                            Do Grego gonfos (prego). São articulações entre os dentes e suas cavidades naturais os alvéolos dentários. São articulações com pouco movimento e que normalmente não se calcificam com a idade.
    
1.3  Fibrosa Sindesmoses

                São junturas fibrosas com uma quantidade maior de tecidos conjuntivos. Com maior grau de liberdade de movimentos. Exemplo; tíbio-fibular entre as extremidades distais da tíbia e da fíbula.
                            Classificação:
                            - Quanto ao tecido interposto. Fibrosa do tipo Sindesmose
                            - Quanto ao movimento. Semimóvel ou Anfiartrose


2 – CARTILAGÍNEAS
                           
                            Nestas articulações os ossos são interligados através de cartilagem hialina ou fibrosa. Em conseqüência disto classificamos as junturas cartilagíneas em:

2.1 Cartilagíneas do tipo Sincondroses:

                Quer dizer “união” dos ossos através de cartilagem hialina. Estas junturas são também denominadas de “união provisória” (temporária). Isto é vale dizer que elas existem em determinadas fases da vida, e que depois se calcificam. Ex: sincondrose esfeno-occipital no jovem e sinostose esfeno-occipital no adulto. Estas junturas são importantes no crescimento das peças esqueléticas. Certos autores consideram nas sincondroses dois tipos:

                1 – intra-óssea.  Exemplo: união entre a epífise com a diáfise de um osso longo.
                2 – inter-óssea.  Exemplo: A união entre os ossos: ílio, ísquio e púbis.


2.2 Cartilagíneas do tipo Sínfise

                Quer dizer união por meio de cartilagem fibrosa. Normalmente este tipo não sofre sinostose com o decorrer dos anos. As articulações sínfises dão ao esqueleto estabilidade e pequena liberdade de movimentos.  Exemplos: sínfise púbica (da púbis)  e sínfise intervertebral (coluna vertebral ).
Classificação:
                            - Quanto ao tecido interposto. Cartilagínea ou cartilaginosa.
                            - Quanto ao movimento. Semi-móvel ou Anfiartrose
                                                                                                                                                       
3 – SINOVIAIS

                            As junturas sinoviais se caracterizam pela maior liberdade de movimentos entre os ossos. São realmente as articulações que mais se movimentam. Isto em decorrência de uma série de elementos existentes que passaremos a descrever:

                            - Cavidade articular: é o espaço ou fenda existente entre os ossos da articulação. É limitado pelas cartilagens e pela cápsula.
                            - Cartilagem articular: é o tecido cartilagíneo (hialino), que reveste as superfícies articulares dos ossos. É uma cartilagem remanescente do esqueleto cartilagíneo do embrião que normalmente não se calcifica. Tem um aspecto liso para facilitar os movimentos articulares. Esta cartilagem desaparece nos ossos macerados, e normalmente não aparece nos exames radiológicos.
                            - Superfície articular: é a área do osso revestida pela cartilagem articular. É representada pelas bordas e pelas extremidades de contato dos ossos.
                            - Cápsula articular: é o principal meio de conexão entre os ossos. Impede o afastamento anormal dos ossos durante os movimentos. Apresenta-se como uma joelheira (luva) em torno das extremidades ósseas fornecendo estabilidade e proteção aos componentes internos da articulação. É de natureza conjuntiva (tecido conjuntivo fibroso) constituída por duas partes: uma externa, mais fibrosa, mais resistente que atua como um verdadeiro ligamento, e outra interna, delgada, amplamente vascularizada (rica em vasos), denominada membrana sinovial.

                            - Membrana sinovial: reveste a cápsula articular internamente, porém inexistente nas áreas de “atrito” (superfícies articulares). Esta apresenta uma série de pregas, as vilosidades sinoviais que participam na elaboração do líquido sinovial.

                            - Liquido sinovial: é o líquido elaborado pela membrana sinovial que preenche a cavidade articular, lubrificando as cartilagens articulares. É de consistência viscosa com aspecto de clara de ovo que se espessa com o frio. Em temperatura normal atua como lubrificante facilitando os movimentos e impedindo o atrito dos ossos.  Segundo alguns autores,  a sinóvia teria uma participação na nutrição da cartilagem articular.

                            - Discos e Meniscos:  intra-articulares - são estruturas fibrocartilagíneas que se interpõem aos ossos articulares. Atuam como elementos de congruência (harmonia), entre superfícies ósseas discordantes. Participam também na facilitação dos movimentos e como coxins (amortecedores) na neutralização dos impactos. É denominado de disco quando total (circular), como na articulação (A.T. M.) temporomandibular e de menisco quando parcial (meia lua) como no joelho. Muitas vezes apresentam perfurações comunicando a cavidade supra com a infra-meniscal.

                            - Lábios ou Orlas: são estruturas fibrocartilaginosas que dispõem no contorno das superfícies articulares ampliando assim a superfície de recepção do osso.

                            - Ligamentos: são elementos de conexão dos ossos articulares. De natureza fibrosa, resistente que reforçam a cápsula articular externa e internamente, daí denominados de extra e intra-aticulares respectivamente. Estes ligamentos mantêm os ossos em contigüidade, impedindo a separação anormal dos ossos (luxação).
                                                                                                                   
3.3 Classificação das Junturas Sinoviais
                           
                            Diversos são os critérios para a classificação das articulações sinoviais:
                        Classificação de acordo com o número de superfícies articulares
                            - Simples: quando dois ossos se articulam. Exemplo interfalangica
                            - Composta: quando mais de dois ossos se articulam. Exemplo articulação do cotovelo
                            - Complexa: quando possui disco ou menisco intra-articulares separando a cavidade articular. Exemplo: articulação do joelho e (A. T. M.) articulação temporomandibular. 

                        Classificação de acordo com número de eixos de movimento
                            - Mono ou Uniaxial: quando possui apenas um eixo de movimento. Exemplo: articulação interfalangica.
                - Biaxial: quando possui dois eixos de movimento. Exemplo: articulação rádio-cárpica.
                - Triaxial: quando possui três eixos de movimento. Exemplo: coxo-femoral.

                        Classificação de acordo com a forma das superfícies articulares:

                            - Articulação plana: as superfícies articulares são planas ou ligeiramente abauladas, permitindo somente movimentos de deslizamento ou resvalo. Exemplo: articulação intercuneiformes.
                            -  Articulação gínglimo (dobradiça): as superfícies articulares unem-se como as partes de uma dobradiça, e os movimentos são executados ao redor de um único eixo. Exemplo: articulação interfalangica.
                            - Articulação condilar: as superfícies articulares de ambos os ossos são denominadas de côndilo, e são incongruentes, necessitando para a combinação de discos ou meniscos. Exemplos: articulação temporomandibular (ATM), e articulação do joelho.
                            - Articulação elipsóide: as superfícies articulares são segmentos de elipse, uma convexa e outra côncava, e seus movimentos se fazem ao redor de dois eixos. Exemplo: articulação rádio-cárpica.
                            - Articulação trocóide (em pivô): as superfícies articulares se encaixam mutuamente, sendo uma superfície de forma circular, ou em roda, e a outra, côncava, permitindo a rotação. É uniaxial. Exemplo: articulação rádio-ulnar proximal.
                            - Articulação selar: a superfície de um osso tem a forma de uma sela e a do outro de um cavaleiro. É biaxial. Exemplo: articulação trapézio-metacárpica do polegar.
                            - Articulação esferóide: a superfície articular de um osso é uma esfera e a do outro um receptáculo. Exemplo: articulação coxo-femoral.

Principais movimentos realizados pelos segmentos do corpo

                            Das articulações somente as sinoviais permitem movimentos amplos sendo que as sínfises apresentam ligeiros ou diminutos movimentos de pressão e torção. São movimentos ativos aqueles que o próprio indivíduo pode realizar em suas articulações, e passivos, aqueles dependentes da ação da gravidade ou da intervenção de um examinador.

Movimentos ativos

                            - Movimentos de deslizamento: são movimentos reduzidos, mas a somatória deles pode levar a um movimento mais amplo. Aparecem em algumas articulações das mãos, dos pés e da coluna vertebral.
                                                                                                                                                                                                          
                            - Movimentos angulares: ocorrem ao redor dos eixos, transversal e sagital. Ao redor do eixo transversal são movimentos de flexão e extensão, isto é, diminuição ou aumento do ângulo entre as peças esqueléticas; Ao redor do eixo sagital os movimentos de abdução e adução, isto é, afastamento ou aproximação em relação ao plano sagital mediano.

                            - Movimentos de rotação: ocorrem ao redor do eixo longitudinal, e são característicos das articulações sinoviais trocóides, esferóides e condilares. Nos movimentos de rotação podemos considerar: rotação lateral da mão (supinação) e rotação medial da mão (pronação).

                            - Movimento de inversão do pé: “supinação do pé” (rotação lateral do pé).
                            -  Movimento de eversão do pé: “pronação do pé” (rotação medial do pé).
                            - Movimento de dorsiflexão do pé: diminuição do ângulo da articulação tarso-tibial
                            - Movimento de flexão plantar do pé: diminuição do ângulo da articulação tarso-tibial.

                           





                            Como podemos observar, todas as articulações sinoviais são classificadas quanto ao movimento como Diartroses e quanto ao tecido interposto como Sinoviais. As demais classificações das principais articulações são descritas na tabela a baixo:

Nome
Número de Superfícies
Número de Eixos
Movimentos Realizados
Temporomandibular (ATM)

Complexa

Não-classificada

Flexão/ Extensão

Lateralidade
Ombro
Simples
Triaxial
Flexão/ Extensão
Abdução/ Adução
Rotação Medial/ Lateral
Cotovelo (Úmero, rádio e ulna).
Composta
Uniaxial (úmero-ulnar)
Uniaxial (rádio-ulnar proximal)
Flexão/ Extensão
(úmero-ulnar)
Pronação/ Supinação
(rádio-ulnar proximal)
Punho (rádio-cárpica)
Composta
Biaxial
Abdução/ Adução
Flexão/ Extensão
Mão (região Carpo)
Não classificada
Não-axial
Deslizamento
Quadril (Coxo-femoral)
Simples
Triaxial
Flexão/ Extensão
Abdução/ Adução
Rotação Medial/ Lateral
Joelho
Complexa
Biaxial
Flexão/ Extensão
Rotação Medial/ Lateral
Tornozelo (Tarso-tibial)
Composta
Biaxial
Flexão Plantar/ Dorsiflexão
Inversão/ Eversão










SISTEMA MUSCULAR

1 – DEFINIÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

                 A miologia é a parte da anatomia que estuda os músculos e seus anexos.  Os músculos são constituídos por células especiais, denominadas de fibras musculares. A capacidade e a velocidade de contração são variáveis num mesmo indivíduo, o que nos leva a aceitar a existência de tipos distintos de tecido muscular:

                            - Músculos de ação lenta ou lisos – São constituídos por fibras musculares fusiformes, com um único núcleo, central, e quando examinadas ao microscópio, não apresentam quaisquer faixas ou estrias. Estes músculos têm coloração cinza-amarela, e contraem-se por estímulos originados pelo Sistema Nervoso Autônomo, que são independentes da vontade do indivíduo. Este fato justifica a denominação de músculos involuntários a eles atribuída.
                            Como a maior parte destes músculos entra na constituição das paredes dos vasos e das vísceras ôcas, foi também atribuída a eles a denominação de músculos viscerais.

                            - Músculos de ação rápida ou estriados – São constituídos por fibras musculares alongadas, multinucleadas, com núcleos situados na periferia celular, e apresentam ao microscópio, estria ou faixas transversais, como listras de uma zebra. Estes músculos têm coloração vermelha graças à grande irrigação sangüínea, o que explica a rápida passagem de medicamentos em injeções intramusculares.
                 Os músculos estriados têm sua ação controlada pelo Sistema Nervoso da Vida de Relação ou voluntário, daí também serem denominados de músculos voluntários.
                 Devido ao fato de a maioria destes músculos ter inserção (fixação) no esqueleto, a eles foi também atribuída a denominação de músculos esqueléticos.
                
                            - Músculo cardíaco – A musculatura cardíaca é constituída por uma série de fibras musculares, separadas entre si por discos intercalares, havendo um parcial agrupamento das fibras musculares, constituído feixes.
                 As fibras musculares cardíacas são especiais, isto é, são do tipo estriado, porém controladas pelo Sistema Nervoso Autônomo, além do que algumas destas fibras modificam-se, e constituem uma estrutura especial, determinante da contração das demais fibras, estrutura esta que é denominada de marca-passo.
                 As musculaturas lisa e cardíaca serão analisadas durante o estudo dos diversos sistemas, interessando-nos agora tão somente os músculos estriados ou esqueléticos.

2 – MUSCULOS ESTRIADOS OU ESQUELETICOS

                 A maioria destes músculos insere-se nos ossos, constituindo exceção alguns músculos que se inserem na espessura da pele, principalmente na face. Estes músculos são denominados de cutâneos ou superficiais (músculos da mímica facial), existindo uns poucos músculos de situação idêntica, localizados no pescoço, porções da cabeça e palma da mão.
                 Basicamente, um músculo esquelético é constituído por dois elementos: um ativo (denominado de ventre muscular ou corpo do músculo) e outro passivo (denominado de tendão ou aponeurose, e que constitui a extremidade do músculo). O ventre muscular é vermelho, altamente contrátil, e de baixa resistência. As extremidades (tendão ou aponeurose) são inextensíveis, porém apresentam alta resistência, prestando-se obviamente à fixação do músculo nas peças ósseas.
                            O tecido que constitui a extremidade muscular é conjuntivo, esbranquiçado, e de acordo com a forma sob a qual se apresenta, é denominado tendão ou aponeurose. Assim, chamaremos de tendão, a extremidade alongada, cilindróide, em forma de fita (exemplo tendão do calcâneo ou Aquiles); e aponeurose à extremidade em forma laminar, mais curta porem mais larga que o tendão. Todo músculo esquelético apresenta tendões, aponeurose ou ambos.
                 Os tendões, basicamente, constituem o “funil” dos músculos, prolongando-os e diminuindo a área de fixação à metade do que seria necessária. Além disso, os tendões concentram a atividade muscular e aumentam o rendimento dos músculos.  Os tendões são erroneamente conhecidos como nervos.
                 Cada fibra muscular é envolvida por uma membrana denominada de endomísio; o conjunto de fibras é denominado de fascículo ou feixe muscular, e é envolvido por outra membrana chamada de perimísio. O conjunto de fascículos ou feixes constitui o músculo, envolvido por uma terceira membrana, chamada de epimísio que se adere intimamente a uma membrana fibrosa, resistente, que envolve o conjunto muscular, e que se denomina de fáscia muscular.
                            A fáscia muscular é uma lâmina de tecido conjuntivo que envolve cada músculo e ao conjunto muscular. Graças a esta disposição, a fáscia muscular permite um fácil deslizamento muscular, torna eficiente a contração, e auxilia na fixação, uma vez que ela emite prolongamentos, denominados de septos intermusculares, que se fixam nos ossos. Nos espaços intermusculares. A fáscia forma também canais preenchidos por tecido adiposo, por onde transitam vasos e nervos (canais vásculo-nervosos).

3 – MECANICA DE AÇÃO MUSCULAR
                 Os músculos esqueléticos prendem-se nos ossos por suas extremidades. Através da contração do ventre muscular, haverá um encurtamento do músculo e, conseqüentemente, um deslocamento das peças ósseas.
                 Na contração, as fibras musculares podem reduzir à terça parte ou até à metade, o seu comprimento normal. O número de fibras do ventre muscular determina a força ou potência do músculo.
                 Denomina-se amplitude de contração à capacidade de redução do comprimento da fibra muscular.
                 O trabalho do músculo é o resultado da multiplicação da potência pela amplitude de contração.
                 Os pontos ou locais de fixação dos músculos nos ossos obedecem a determinadas convenções: assim, denomina-se origem ou ponto fixo, a extremidade muscular que não se desloca na contração; e de inserção ou ponto móvel, a extremidades que se desloca na contração. Nos membros, geralmente a origem é proximal e a inserção é distal, podendo haver a mudança de denominação se houver a inversão do movimento.

4 – ALAVANCAS
                 Atividade muscular está relacionada intimamente aos gêneros comuns de alavancas
                 - Alavanca interfixa: o ponto fixo é representado pela articulação entre a coluna vertebral e a base do crânio; a resistência pelo peso da face, e a potência pela musculatura da nuca.
                 - Alavanca inter-resistente: o ponto fixo é representado pela ponta do pé; e a resistência pelo peso do corpo e a potência pela musculatura da face posterior da perna.
                 - Alavanca interpotente o ponto fixo é representado pela articulação do cotovelo; a resistência pelo peso do antebraço; e a potência pela musculatura da face anterior do braço.

5 – NUMERO DE MUSCULOS

                 - 327 músculos pares
                 - 2 músculos ímpares – prócero e diafragma
     - total de músculos (656).

6 – PESO DA MUSCULATURA

                            O peso muscular oscila entre 25 e 35 quilos, isto é, no indivíduo de constituição regular.      

7 – CLASSIFICAÇÃO DOS MUSCULOS

                 Segundo o critério considerado, diversas são as maneiras de se classificar os músculos do corpo humano.

                 Classificação dos músculos estriados quanto à situação
                 - São denominados músculos superficiais ou cutâneos, aqueles que possuem pelo menos uma inserção na pele, e não estão envolvidos pela fáscia muscular. Constituem exemplos os músculos da mímica facial dentre outros.
                 - São denominados músculos profundos ou subfáscias, aqueles que estão envolvidos pela fáscia muscular, e inserem-se em sua maioria, no esqueleto. Outros músculos profundos podem estar fixados em órgãos, como exemplo os músculos que movem o globo ocular, ou relacionados ao início de sistema orgânicos, como alguns músculos da faringe e laringe.

                 Classificação quanto à direção
                 Segundo a direção que ocupam no corpo humano, os músculos podem ser:
                 - Retilíneos – quando são paralelos ao maior eixo do tronco ou dos membros;
                - Oblíquos – quando são oblíquos em relação ao maior eixo do corpo ou membros;
                 - Reflexos ou refletidos - quando mudam bruscamente de direção.

8 – ANEXOS MUSCULARES

                 Além da fáscia muscular, podemos encontrar outros elementos que são imprescindíveis ao perfeito funcionamento muscular. Assim, no tornozelo e punho aparecem espessamentos ou reforços da fáscia muscular, denominados de retináculos, que têm importante papel na manutenção da posição dos tendões.
                 Podemos encontrar também reforços fibrosos, que se aderem aos ossos, formando juntamente com estes, canais ósteo-fibrosos, que permitem o fácil deslizamento dos tendões sem deslocamento. Estes reforços são denominados de bainhas fibrosas.
                 Revestindo internamente as bainhas fibrosas, aparece a bainha sinovial, que garante a lubrificação, evitando o atrito.
                 Bolsas serosas ou sinoviais – são verdadeiras almofadas de proteção, situadas entre os ventres musculares de diferentes músculos, ou em locais de possível atrito entre tendões e osso.



MÚSCULOS DA CABEÇA E PESCOÇO

NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÃO
AÇÃO PRINCIPAL
TEMPORAL

Fossa Temporal
Frontal, parietal, maxila, zigomático e mandíbula
Eleva a mandíbula
MASSETER
Face – Profunda
Maxila, tempora e mandíbula
Eleva a mandíbula
BUCINADOR
Auxilia na Mastigação
Mandíbula e maxila
Aproximam os lábios          São importantes no assoviar e soprar
ORBICULAR DO OLHO
Ao redor dos olhos
Lacrimal, pele ao redor do olho
Fecha as pálpebras
ORBICULAR DA BOCA
Ao redor da boca
Mandíbula e maxila
Atua como esfíncter oral
ZIGOMATICO MAIOR
Face
Zigomático e ângulo da boca
Traciona o ângulo da boca
ZIGOMATICO MENOR
Face
Zigomático e lábio superior
Traciona o labio superior

PLATISMA
Pescoço superficial
Pele da parte inferior do pescoço e superior do tórax
Abaixa e enruga a pele inferior da face e boca
ESTERNOCLEIDOMASTÓIDE
Pescoço profundo
Temporal, esterno e clavícula
Rotação lateral da cabeça


                                                                                                                                                                                                                   
                                                                                          


MÚSCULOS DO TÓRAX


NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
PEITORAL MAIOR
Tórax – face anterior
Clavícula, esterno, úmero e costelas
Adução do braço
Flexão e rotação
Medial
PEITORAL MENOR
Tórax – face anterior
Profundo ao peitoral maior
Escapula e costelas
Abaixa o ombro
Eleva a escápula
SERRATIL ANTERIOR
Tórax – face Antero lateral
Profundo ao peitoral menor
Costelas e escapula
Tração da escápula para frente
Adução do braço
INTERCOSTAIS EXTERNOS
Tórax profundo
costelas
Elevam e abaixam as costelas
INTERCOSTAIS INTERNOS
Tórax profundo
Costelas esterno
Elevam e abaixam as costelas
DIAFRAGMA
Separa as cavidades;
torácica e abdominal
Costelas, esterno, vértebras lombares
Músculo da Respiração






                                                                                 

MÚSCULOS DO ABDOME


NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES

OBLÍQUO EXTERNO
Abdome – face anterolateral
1ª camada


Costelas e ílio
Inclinação do tronco, rotação lateral do tronco, flexão do tronco, comprime o abdome estabiliza a pelve
OBLÍQUO INTERNO
Abdome – face anterolateral
2ª camada

Costelas e ílio
Inclinação do tronco, rotação lateral do tronco, flexão do tronco, comprime o abdome estabiliza a pelve
TRANSVERSO DO ABDOME
Abdome – face anterolateral
3ª camada

Costelas e púbis
Rotação do tranco, comprime o abdome
RETO DO ABDOME
Abdome – face anterior – linha mediana
Esterno, costela e púbis
Flexão do tronco, comprime o abdome, estabiliza a pelve






                                                                            
MÚSCULOS DO DORSO

NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES


TRAPÉZIO
Nuca e dorso
Occipital, vértebras cervicais e torácicas, clavícula e escapula

Adução, rotação, elevação da escápula

GRANDE DORSAL

Dorso – inferior ao trapézio
Vértebras torácicas, lombares e sacrais, ílio e úmero

Adução, extensão e rotação medial do braço
ROMBÓIDE MENOR
Dorso – profundo ao trapézio
Vértebras cervicais e escapula
Adução e rotação lateral da escápula
ROMBÓIDE MAIOR
Dorso – profundo ao trapézio
Vértebras torácicas  e escapula
Adução:e rotação lateral da escápula





MÚSCULOS DO OMBRO E MEMBRO SUPERIOR

NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES

DELTÓIDE
Sobre a articulação do ombro
Clavícula, escapula e úmero
Abdução do braço
Auxilia na extensão, flexão. Estabiliza a articulação
REDONDO
MENOR
Borda inferior do infra espinhal
Escapula e úmero
Rotação lateral do braço
REDONDO
MAIOR
Borda inferior do redondo menor
Escapula e úmero
Adução e rotação medial do braço
TRÍCEPS
BRAQUIAL
Braço posterior
Escapula úmero e ulna
Extensão do braço e antebraço







NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
BÍCEPS
BRAQUIAL
Braço anterior
Escapula, úmero e radio
Flexão de braço e antebraço
BRAQUIAL
Braço anterior  e profundo ao bíceps
Úmero e ulna
Flexão de antebraço
CORACO
BRAQUIAL
Braço profundo e medial ao bíceps
Escapula e úmero
Flexão e adução do braço


             




NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
BRAQUIORRADIAL
Lateral, superficial do braço
Úmero e rádio
Flexão do antebraço
FLEXORES DO CARPO
Anterior do braço

Flexão do carpo
EXTENSORES DO CARPO
Posterior do braço

Extensão do carpo


                              





MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR

NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
GLÚTEO MÁXIMO
Região glútea superficial
Sacro, cóccix, ílio e fêmur
Extensão da coxa
GLÚTEO MÉDIO

Região glútea
profunda
Ílio e fêmur
Abdução e rotação medial da coxa
GLÚTEO MÍNIMO
Região glútea profunda
Ílio e fêmur
Abdução e rotação medial da coxa
TENSOR DA FÁSCIA LATA
Região lateral da coxa
Ílio e fáscia lata
Flexão e rotação medial da coxa


                                     


QUADRÍCEPS FEMORAL

NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
RETO FEMORAL

Região anterior da coxa
Ílio, tíbia e patela
Flexão da coxa e extensão da perna
VASTO LATERAL

Região anterior da coxa
Fêmur, tíbia e patela
Flexão da coxa e extensão da perna
VASTO MEDIAL

Região anterior da coxa
Fêmur, tíbia e patela
Flexão da coxa e extensão da perna
VASTO INTERMÉDIO
Região anterior da coxa
Fêmur, tíbia e patela
Flexão da coxa e extensão da perna

SARTÓRIO
Região anteromedial da coxa
Proximal: ílio (espinha ilíaca)
Distal: tíbia
Flexão de coxa e flexão de perna

                                        


NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
GRÁCIL
Região medial, superficial da coxa
Púbis e tíbia 
Adução da coxa
ADUTOR MAGNO

Região medial, profunda da coxa
Ísquio, púbis e fêmur
Adução da coxa
ADUTOR LONGO

Região medial, profunda da coxa
Púbis e fêmur
Adução da coxa
ADUTOR CURTO

Região medial profunda da coxa
Púbis e fêmur
Adução da coxa


                                        





NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
BÍCEPS FEMORAL
Região posterior da coxa
Ísquio e fíbula 
Extensão da coxa
Flexão da perna
SEMITENDÍNEO

Região posterior da coxa
Ísquio e tíbia
Extensão da coxa Flexão da perna
SEMIMEMBRANÁCEO
Região posterior da coxa
Ísquio e tibia 
Extensão da coxa Flexão da perna




                           
MÚSCULOS DO MEMBRO INFERIOR

NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
TIBIAL ANTERIOR
Região anterior da perna
Tíbia, tarso e metatarso
Dorsiflexão e
Inversão do pé

FIBULAR LONGO

Região lateral da perna
Fíbula e metatarso
Flexão plantar do pé
eversão do pé
FIBULAR CURTO
Região lateral da perna
Fíbula e metatarso
Flexão plantar do pé
eversão do pé


                



NOME
LOCALIZAÇÃO
INSERÇÕES
AÇÕES
GASTROCNÊMIO LATERAL
Região posterior, superficial da perna
Fêmur e calcâneo
Flexão plantar do pé
GASTROCNÊMIO MEDIAL
Região posterior, superficial da perna
Fêmur e calcâneo
Flexão plantar do pé
SÓLEO

Região posterior profunda da pena
Tíbia, fíbula e calcâneo
Flexão plantar do pé



                                            


SISTEMA NERVOSO

                            O sistema nervoso, coordenador de todas as atividades orgânicas, integra sensações e idéias, conjuga fenômenos da consciência e adapta o organismo às condições de momento. É formado por elementos altamente diferenciados em excitabilidade e condutibilidade, as células nervosas que, sustentadas pela neuroglia, constituem as vias centrípetas, os centros nervosos e as vias centrífugas.
                            As vias centrípetas, aferentes ou sensitivas, conduzem impulsos originados em receptores, corpúsculos especializados e terminações livres, da região estimulada até os centros nervosos; destes, outros impulsos são conduzidos, em sentido inverso, pelas vias centrífugas, eferentes ou motoras, para os órgãos de respostas, os efetores, tecido muscular e glandular. Fig.
                            Esse complexo “excitação-resposta” e as vias aferentes, centro nervosos e vias eferentes que o possibilitam, constituem o arco reflexo, substrato morfo-funcional do sistema nervoso.
                            Os centros nervosos situam-se no neuro-eixo, encéfalo e medula espinhal, contido na caixa craniana e canal vertebral. As vias aferentes localizam-se, em parte no neuro-eixo, como vias ascendente, de associação e descendentes, e fora dele são representadas por nervos e gânglios. Portanto, com finalidade didática, pode-se dividir o sistema nervoso, que é um todo único, em uma porção central, representada pelo encéfalo e medula espinhal, e outra periférica, compreendendo os nervos e gânglios.
                            Considera-se ainda no sistema nervoso, sob ponto de vista funcional, um contingente somático, responsável pela vida de relação, que reage a excitações do meio ambiente, e outro visceral, relacionado com a vida vegetativa, que reage a excitações do próprio organismo.







Neurônio  

                                  

1 – TELENCÉFALO:

                            O telencéfalo ou cérebro apresenta duas metades, denominadas hemisférios cerebrais, que são caracterizados externamente por relevos, giros delimitados por sulcos. Giros e sulcos obedecem um esquema geral susceptível no entanto de variações individuais. Cada hemisfério cerebral costuma ser dividido em cinco grandes lobos: fig frontal, parietal, temporal, occipital e insula, delimitáveis por sulcos constantes e bem evidentes: sulco lateral ( de Sylvius), sulco central (de Rolando), sulco parietoccipital e sulco circular da insula. Cada lobo por sua vez é subdividido em giros, por outros sulcos. A insula está situada profundamente ao sulco lateral e é recoberta pelas porções operculares dos lobos frontal, parietal e temporal.
                            Nos hemisférios cerebrais a disposição das substâncias branca e cinzenta é semelhante à do cerebelo, isto é, a substância branca ou medular é central, e a cinzenta periférica, constitui o córtex cerebral.
                            Distinguem-se no córtex cerebral numerosas áreas, às quais se atribuem determinadas funções mais ou menos estabelecidas. Assim, o córtex motor é localizado no giro pré-central, na margem anterior do sulco central e na face medial do hemisfério, na porção anterior do lóbulo denominado paracentral. No córtex motor há representação, até certo ponto especifica, das diferentes regiões da musculatura corporal, tanto que estimulações bem localizadas provocam, mesmo no homem, com encéfalo exposto sob anestesia local, movimentos de determinados grupos musculares. Deve-se, porém, ter sempre em mente, que movimentos sementes também podem ser deflagados por impulsos provenientes de outras procedências, corticais ou não.
                            Às áreas corticais sensitivas chegam impulsos das sensações gerais; dor, tacto, temperatura e pressão, visuais, acústicas, olfatctórias, gustativas, proprioceptivas e viscerais (interoceptivas).
                            A área sensitiva principal é localizada no giro pós-central, na margem posterior do sulco central. Recebe através de fibras do tálamo, impulsos relacionados com a sensibilidade corpórea geral, proveniente da pele e tecidos profundos, inclusive músculos, articulações e tendões.
                            A representação cortical dos segmentos corpóreos nas áreas motora e sensitiva principais é equivalente a uma imagem humana muito grotesca, de cabeça para baixo e com as seguintes particularidades: cabeça e face apresentam-se como na posição ereta; mão, boca e face tem proporcionalmente representações mais amplas que o braço perna ou pé, porque as superfícies de representação no córtex são proporcionais à complexidade dos movimentos e não à quantidade de massa muscular ou área cutânea.
                            O centro receptor visual é localizado no córtex que constitui as paredes e adjacências do sulco calcarino. O centro da visão macular, ou seja, a visão mais nítida, central, situa-se na extremidade da área visual, próximo ao pólo occipital; a representação da visão periférica das retinas localiza-se na extremidade anterior da área visual; e as sucessivas zonas concêntricas da retina, da mácula para a periferia,são nessa ordem representadas de trás para diante  na área visual. A metade superior da retina tem representação superior nas áreas visuais e a inferior, na parte inferior.   
                             O centro receptor acústico é localizado nos giros temporais transversos e superior, situados na margem inferior do sulco lateral.
                            Existem ainda outros centros corticais sensitivos: vestibular, gustativo, olfactório, verbais e outros, pouco conhecidos no homem e cuja discussão naturalmente não cabe em livro desta natureza.
                            Os hemisférios cerebrais são ligados entre si por fibras comissurais, corpo caloso, comissura anterior, comissura posterior, entre outras. Em cada um deles descrevem-se ainda os núcleos da base, núcleo caudado, núcleo lentiforme, corpo amigdalóide e claustrum, profundamente situados e incluídos no centro branco medular do cérebro, e o rinencéfalo.   
                            O núcleo caudado, o núcleo lentiforme e o tálamo limitam  a cápsula interna, larga fita de substância branca, constituída por feixes de fibras nervosas corticípetas e corticífugas, isto é, fibras que levam e trazem impulsos nervosos para o córtex e do córtex e córtex cerebral.
                            O rinencéfalo compreende o conjunto de formações nervosas responsáveis pela percepção, condução e integração das sensações olfactórias. São evidentes na base do cérebro o nervo olfatório  ( I par craniano), o nervo terminal, o bulbo, o tracto as estrias e o trígono olfactórios.
                            O telencéfalo, conforme depreende-se do seu estudo, é constituído de um modo geral, por complexas estruturas pares que formam, em conjunto, os correspondentes hemisférios cerebrais direito e esquerdo. Os centros corticais e os núcleos de cada hemisfério são ligados entre si pelas fibras de associação; com os correspondentes contralaterais, que se dispõem praticamente como suas respectivas imagens em espelho, através de fibras comissurais inter-hemisféricas; e com as demais partes do neuro-eixo, através de fibras de proteção, cortifugas e corticípetas. Deste modo, em face de sua constituição, e de suas múltiplas interconexões, o telencéfalo funciona, normalmente, como uma única e complexa estrutura suprasegmentar.
                            Em cada hemisfério cerebral há uma cavidade, o ventrículo lateral, que varia de tamanho em suas diferentes porções e compreende uma parte central e três prolongamentos: frontal, corno anterior; occipital, corno posterior; e temporal, corno inferior.
                                    

 



2 – DIENCEFALO:
                            O diencéfalo, situado superiormente ao mesencéfalo e parcialmente escondido pelos hemisférios cerebrais, é constituído por múltiplos e diferentes grupamentos celulares, núcleos diencefálicos relacionados com a maioria das funções do organismo, principalmente vegetativas. Compreende as seguintes partes principais: tálamos, epitálamo, hipotálamo e metatálamo, às quais pertencem entre outras formações o corpo pineal ( epífise cerebral), os corpos mamilares, o quiasma e tractos ópticos, a neurohipófise e os corpos geniculados medias e laterais; estes dois últimos relacionam-se, respectivamente, à condução dos impulsos acústicos e visuais.
                            Do diencéfalo primitivo tem origem a retina e o denominado nervo óptico, considerado como II par craniano.
                            Entre as metades direita e esquerda do diencéfalo existe uma fenda sagital, mediana e impar, o terceiro ventrículo, interrompido parcialmente pela adesão intertalâmica, curta trave de substância cinzenta, que liga um tálamo ao outro. O III ventrículo comunica-se anteriormente com os ventrículos laterais direito e esquerdo, situados no interior dos hemisférios cerebrais correspondentes, através dos forames interventriculares.   

3 – MESENCEFALO:

                            O mesencéfalo compreende os pedúnculos cerebrais, ventralmente e a lâmina tectal, dorsalmente, da qual proeminam os dois pares de colículos: inferiores e superiores. Em cada pedúnculo cerebral distingue-se: uma porção ventral, a base do pedúnculo, compacto feixe de fibras descendentes que se continua na porção ventral da ponte; uma porção dorsal, o tegmento, continuação cranial da porção dorsal da ponte; e entre ambas, uma lâmina de substância cinzenta, pigmentada, a substância negra.
                            No mesencéfalo localizam-se além dos núcleos de origem do IV e III pares de nervos cranianos, respectivamente, nervo troclear e nervo oculomotor, o núcleo mesencefálico do nervo trigêmeo e o núcleo rubro. Este último está intimamente relacionado às vias motoras involuntárias. Os colículos inferiores participam na retransmissão de impulsos acústicos para centros superiores e em arcos reflexos a eles relacionados. Aos colículos superiores chegam impulsos visuais que participam apenas de arcos reflexos.
                            O mesencéfalo é percorrido longitudinal e centralmente pelo aqueduto cerebral, que intercomunica os ventrículos encefálicos IV e III.

4 – PONTE:
                            A ponte está situada logo acima da medula oblonga e ventralmente ao cérebro. Constitui volumosa massa de tecido nervoso na qual se distinguem duas porções: a dorsal, que representa a continuação direta da medula oblonga e a ela se assemelha; e a ventral, que compreende fascículos de fibras longitudinais e transversas, além de massas disseminadas de substância cinzenta, os núcleos pontinos. Na ponte originam-se os nervos cranianos facial - intermédio (VII), abducente (VI) e trigêmeo (V), porção motora. Nela terminam parte das fibras do nervo vestíbulo-coclear (VIII) cujas células de origem estão nos gânglios vestibular e espiral da cóclea, e fibras sensitivas: do nervo intermédio, cujas células de origem estão no gânglio geniculado, e do nervo trigêmeo, cujas células de origem se encontram no gânglio semilunar de (Gasser).
                            O quarto ventrículo na parte superior da ponte estreita-se e continua-se em o aqueduto cerebral (de Sylvius).

5 – BULBO OU MEDULA OBLONGA:

                            A medula oblonga ou bulbo é a continuação cranial da medula espinhal. É constituída por tractos de fibras ascendentes e descendentes, que ligam a medula espinhal a centros superiores e por massa isoladas de substância cinzenta, núcleos relacionados a esses feixes de fibras nervosas e a fibras aferentes e eferentes de alguns núcleos de  nervos cranianos: nervo hipoglosso (XII) par, nervo acessório (XI), nervo vago (X), nervo glossofaríngeo (IX), parte do nervo vestíbulo-coclear (VIII), parte do nervo facial (VII) e parte do nervo trigêmeo (V). Estes nervos e tractos de fibras são responsáveis por numerosos mecanismos centrais que controlam, entre outras, atividades reflexas da língua, faringe, laringe e, em parte, de vísceras torácicas e abdominais.
                            Na face lateral da medula oblonga há, de cada lado, uma eminência elipsóide, a oliva, formada por considerável massa irregular de substância cinzenta, o núcleo olivar. A face ventral é caracterizada pelas pirâmides, formadas principalmente por fibras descendentes da grande via motora, que se cruzam com as do lado oposto na chamada decussação das pirâmides. A face dorsal é representada: na porção mais caudal, por tractos e núcleos de vias ascendentes (grácil e cuneiforme Por ex.), e na porção média e cranial da medula oblonga, pelo soalho do IV ventrículo.
                            O quarto ventrículo é a cavidade de forma losângica que constitui a continuação cranial do canal central da medula espinhal e de parte da medula oblonga.



06 – CEREBELO:

                            O cerebelo, situado posteriormente à medula oblonga e à ponte é constituído fundamentalmente por numerosas lâminas de tecido nervoso, folhas cerebelares, separadas por sulcos, nas quais as substancias branca e cinzenta se dispõem de modo inverso aquele da medula espinhal, isto é, a substancia branca ou medular é central e a cinzenta, periférica, constitui o córtex cerebelar.
                            O cerebelo é formado por dois hemisférios cerebelares e uma porção mediana, o verme cerebelar. Possui incluídos no centro branco medular quatro pares de núcleos; denteado, fastigial, globoso e emboliforme, e mantém-se em conexão com a medula epinhal, medula oblonga, ponte, mesencéfalo, diencéfalo e mesmo córtex cerebral, por intermédio de três pares de pedúnculos cerebelares; inferior, médio e superior. Estes são constituídos por feixes de fibras que conduzem impulsos para o cerebelo. Sua função está relacionada à coordenação da atividade motora do organismo. O cerebelo controla harmonia dos movimentos da musculatura esquelética e o equilíbrio, mesmo sem interferência da esfera consciente.

7 – MEDULA ESPINHAL:

                                   A medula espinhal é o prolongamento caudal do encéfalo; de forma aproximadamente cilíndrica, apresenta duas intumescências, uma cervical e outra lombar, conseqüente à maior quantidade de células, e portanto, de fibras  nervosas emitidas e recebidas dos nervos espinhais destinados respectivamente, aos membros superiores e inferiores. Mede cerca de 44 cm e estende-se do nível do forame magno do osso occipital, ao nível da 1a ou 2a vértebra lombar, onde reduzida de volume, apresenta terminação cônica, o cone medular, de cujo ápice um delgado filamento meníngeo, o filamento terminal, se estende até a face posterior do cóccix, e constitui o ligamento inferior da medula espinhal.
                            A medula espinhal preenche parcialmente o canal vertebral e é envolta, como o encéfalo, por membranas protetoras, as meninges. A porção inferior do canal vertebral contém, além do filamento terminal, as raízes nervosas dos últimos nervos espinhais, lombares, sacrais e cocígeos, que dispostos em torno do cone e filamento terminal, constituem, em conjunto, a denominada cauda eqüina.
                            A medula espinhal dá origem a 31 pares de nervos espinhais e é convencionalmente dividida em cinco porções; 1 cervical. 2 torácica, 3 lombar, 4 sacral e 5 coccígea que correspondem à emergência dos respectivos nervos espinhais: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 cocígeo. Fig.
                            A secção transversal da medula espinhal mostra figura de contorno aproximadamente circular ou elítico, conforme a altura do corte, e apresenta substância cinzenta, central, em forma de H, envolta pela substância branca. São elementos essenciais da substância cinzenta as células nervosas com seus dentritos e axônios nús, e da substância branca, os prolongamentos mielínicos, que lhe confere o tom branco nacarado.
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                            Envolvendo o neuro-eixo existem três membranas protetoras, as Meninges, que o separam do seu estojo ósseo. São elas de fora para dentro: dura-máter, aracnóide e pia-máter.
                            A dura-máter é fibrosa e muito resistente; na altura da medula espinhal está separada do periósteo das vértebras pelo espaço epidural que contém tecido adiposo e vasos sangüíneos; porém sua porção craniana se apresenta quase toda unida ao periósteo. Nas regiões em que esta união não é completa, a camada interna, dura-máter propriamente dita, projeta-se para interior da cavidade craniana, constituindo verdadeiras pregas, tenda do cerebelo, foice do cérebro e foice do cerebelo, ou contribui para a formação de espaços, loja hipofisária e cavum de Meckel, este contendo o gânglio seminular (de Gasser), gânglio sensitivo do nervo trigêmeo.
                             A aracnóide e a pia-máter são muito delicadas. A aracnóide é avascular visto que os vasos que nutrem o encéfalo e a medula correm na pia-máter que adere intimamente ao tecido nervoso e acompanha todas as saliências e depressões. A aracnóide está separada da dura pelo espaço sub-dural, virtual, que contém quantidade de mínima de liquido, e da pia-máter, pelo espaço subaracnóideo, cheio de liquor e atravessado por trabéculas aracnoídeas.  A amplitude do espaço subaracnóideo varia consideravelmente, sendo mínima ao nível do cume dos giros e máxima ao nível das cisternas; magna, pontina, da fossa latera, onde o encéfalo se afasta da parede craniana.
                               
08 – LIQUIDO CEREBROSPINHAL OU LIQUOR:
                            É um fluido aquoso, cristalino, de peso especifico baixo, que está em equilíbrio osmóstico com o sangue. É produzido, essencialmente, nos ventrículos encefálicos pelos plexos coróides que são emaranhados vasculares contidos pela pia-máter e revestidos por epitélio ependimário. O liquor passa do sistema ventricular encefálico para o espaço subaracnóideo através dos forames do IV ventrículo; é absorvido para a corrente sangüínea de seios venosos da dura-máter, principalmente através de tufos de aracnóide, denominados granulações aracnoídeas.

SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO

                            Na divisão do sistema nervoso, foram incluídos, como parte do sistema nervoso periférico, as terminações nervosas, glânglios e nervos. Preliminarmente, deve-se ressaltar o fato de que as fibras de um nervo são classificadas de acordo com as estruturas que inervam, isto é, conforme sua função. Por esta razão, diz-se que um nervo possui componentes funcionais. Assim, uma fibra que estimula ou ativa a musculatura é chamada motora e a que conduz estímulos para SNC é sensitiva. As fibras motoras veiculam ordens emanadas do SNC e, portanto, em relação a ele, são ditas eferentes (que saem do SNC); as sensitivas veiculam impulsos que devem chegar ao SNC e são, portanto, aferentes (que chegam ao SNC). Esta classifição das fibras nervosas em motoras (eferentes) e sensitivas (aferentes) é apenas esquemática: classificação mais minudente deve ser feita para estudo de maior complexidade do sistema nervoso.

1 . Nervos:
                            São cordões esbranquiçados formados por fibras nervosas unidas por tecido conjuntivo e que têm como função levar (ou trazer) impulsos ao (do) SNC. Distinguem-se dois grupos: os nervos cranianos e os nervos espinhais.

2 . Nervos cranianos:

                            São 12 pares de nervos que fazem conexão com o encéfalo. A maioria deles (10) origina-se no tronco encefálico. Alem do seu nome os nervos cranianos são também denominados por números em seqüência crânio-caudal. A relação abaixo apresenta o nome e o  número correspondente a cada um dos pares cranianos:

                            I – Olfatório
                            II – Óptico
                            III – Óculomotor
                            IV – Troclear
                            V – Trigêmeo
                            VI – Abducente
                            VII – Facial
                            VIII – Vestíbulo-coclear
                            IX – Glossofaríngeo
                            X – Vago
                            XI – Acessório
                            XII – Hipoglosso
                            

3 . Nervos espinhais:

                            Os 31 pares de nervos espinhais mantêm conexão com a medula e abandona a coluna vertebral através de forames intervertebrais. A coluna pode ser dividida em regiões cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea; da mesma maneira, reconhecemos nervos que são cervicais, torácicos, lombares, sacrais e coccígeos.



                      
                           
                            O nervo espinhal é formado pela fusão de duas raízes: uma ventral e outra dorsal. A raiz ventral possui apenas fibras motoras (eferentes), cujos corpos celulares estão situados na coluna anterior da substância cinzenta da medula. A raiz dorsal possui fibras sensitivas (aferentes) cujos corpos celulares estão situados no gânglio sensitivo da raiz dorsal, que se apresenta como uma porção dilatada da própria raiz. A fusão das raízes sensitiva e motora resulta no nervo espinhal.  Isto significa que o nervo espinhal é sempre misto, isto é, está constituído de fibras aferentes e eferentes.
                            Logo após  a fusão das raízes ventral e dorsal o nervo espinhal se divide em dois ramos: ventral (mais calibroso), e dorsal (menos calibroso). Os ramos dorsais inervam a pele e os músculos do dorso; os ventrais são responsáveis pela inervação dos membros e da porção ântero-lateral do tronco.
                            Os ramos ventrais que inervam a parede torácica e abdominal permanecem relativamente isolados ao longo de todo o seu trajeto. Nas regiões cervical (pescoço) e lombo-sacral, porém, os ramos ventrais entremeiam-se para forma os chamados plexos nervosos, dos quais emergem nervos terminais.
                                

                            O plexo cervical: é formado pelos ramos ventrais dos quatro primeiros nervos cervicais; (C1 a C4), e da origem ao nervo frênico que é predominantemente motor. Desce pelo pescoço, penetra na cavidade torácica e, atinge o diafragma. 

                
                                  







                            O plexo braquial é formado pelos ramos ventrais dos nervos espinhais; (C5 a T1), esses ramos, que constituem as raízes do plexo unem-se entre si e formam os denominados troncos superior, médio e inferior.  Desses troncos originam-se os fascículos; lateral, medial e posterior. O fascículo lateral origina-se o nervo músculo-cutâneo, os fascículos lateral e medial originam-se os nervos mediano e ulnar e do fascículo posterior originam-se os nervos axilar e radial.    


         
                                   O plexo lombar resulta da união dos ramos ventrais de (L1 a L4). Dá origem aos seguintes nervos: nervo ílio-hipogástrico, nervo ílio-inguinal, nervo gênito-femoral, nervo obturatório e nervo femoral.

                                             
                            O plexo sacral resulta da união dos ramos ventrais de (L4, L5, S1, S2 e S3). Dá origem ao nervo ciático e sua divisão dá origem aos nervos tibial e fibular comum. Os ramos terminais do nervo tibial são os nervos plantares medial e lateral. Os ramos terminais do nervo fibular comum são os nervos fibulares superficial e profundo.     
                                                 

                           

                            O plexo coccígeo formado por pequeno ramo descendente de S4 e pelos ramos ventrais de S5                   

SISTEMA URINÁRIO



                 O sistema urinário é constituído por: rins, ureteres, bexiga e uretra


1 – RIM EXTERNO

                 Localização: Os rins são dois órgãos com a forma de um grão de feijão, de cor vermelho-escura, situados na cavidade abdominal, um de cada lado da coluna vertebral e são responsáveis pala elaboração da urina. Cada rim possui uma face anterior e outra posterior. Também possui uma borda medial e outra lateral. A borda medial apresenta uma fissura vertical, o hilo, por onde passam o ureter, artéria e veia renais, linfáticos e nervos. Estes elementos constituem em conjunto, o pedículo renal. Em seu Pólo superior está situada a glândula supra-renal.

                                
2 – RIM INTERNO

                 Através de um estudo feito a partir do corte macroscópico frontal que divide o rim em duas metades (anterior e posterior), é possível verificar que ele apresenta três regiões: córtex, medula e seio renal.
                 O córtex renal é a porção mais pálida situada ao longo da periferia do órgão, nele estão presentes estruturas denominadas néfrons, em torno de 1.000.000, que são responsáveis pela filtragem do sangue e produção da urina.
                            O córtex renal se projeta numa segunda porção mais escura denominada medula renal, onde estão localizadas as pirâmides e as colunas. As colunas renais, que separam porções cônicas da medula denominadas de pirâmides renais. As pirâmides renais têm os ápices voltados para a pelve renal, enquanto suas bases olham para a superfície do órgão.
                 No ápice de cada uma das pirâmides renais encontra-se um estrutura denominada papila renal, que se encaixam em estruturas em forma de taça que recebe o nome de cálices menores, estes cálices por sua vez juntam-se formando estruturas denominadas cálices maiores, que vão se juntar formando uma terceira estrutura denominada pelve renal. A região onde estas estruturas se encontram recebe o nome de seio renal.
                               
   3 – URETERES

                 Cada ureter pode ser definido como um conduto muscular que se estende do rim até a bexiga medindo de 25 a 30 cm de comprimento e 10 a 15 mm de diâmetro. Começa na pelve renal e desemboca na bexiga pelo óstio do ureter. O trajeto percorrido é dividido em porção abdominal e porção pélvica.

                         






4 – BEXIGA EXTERNA

                 A bexiga é uma bolsa situada posteriormente à sínfise púbica e que funciona como reservatório da urina até o momento da expulsão .  Seu volume é de aproximadamente 250 ml. Suas principais porções são: ápice, colo e fundo.

5 – BEXIGA INTERNA

                 A região interna da bexiga possui como principais porções os óstios dos ureteres e o óstio interno da uretra, sendo que a região entre estes óstios é denominada de trígono vesical.    
                                             
                               




                 

6 – URETRA
                            A uretra constitui o último segmento das vias urinárias. É um tubo mediano que estabelece a comunicação entre a bexiga urinária e o meio exterior.
                      No homem é uma via para micção e ejaculação, apresente cerca de 20 cm de comprimento em média. Suas principais porções são: prostática, membranosa e esponjosa.
                 A uretra feminina apresenta cerca de 4 cm de comprimento em média, e inicia-se a partir do colo da bexiga até o óstio externo da uretra, que está situada entre os lábios menores (vestíbulo da vagina) sendo via apenas para a excreção da urina.
                
                                         
                 
                   










SISTEMA GENITAL MASCULINO

1 – ESCROTO:
                            É uma bolsa situada atrás do pênis e abaixo da sínfise púbica. É divida por um septo em dois compartimentos, cada um contendo um testículo.
                           


                     




2 – TESTÍCULOS:
                            Faces: lateral e medial
                            Pólos: superior e inferior


3 - VIAS CONDUTORAS:
                            Epidídimo: porções: cabeça, corpo  e  cauda
                            Ducto deferente:
                                   1- funicular     2- inguinal       3- pélvico        4- ampola do ducto
                            Ducto ejaculatório:
                            Formado pelos ductos das vesículas seminais e ductos deferentes.


                                  


            












4 – FUNÍCULO ESPERMÁTICO:
                            Ducto deferente
                            Vasos sangüíneos    
                            Linfáticos    
                            Nervos

                   







5 – GLÂNDULAS ANEXAS:
                            Próstata    
                            Vesículas  seminais   
                           


                  











6 – PÊNIS:
                               É formado por dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso, em sua extremidade apresenta um dilatação denominada glande, sendo que no ápice da glande se encontra uma abertura denominada óstio externo da uretra. A glande é recoberta por um tecido epitelial que recebe o nome de prepúcio, sendo que em região posterior se encontra um prega denominada de frênulo do prepúcio.
                  

               
         
SISTEMA GENITAL FEMININO

 1 – ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS =  VULVA OU PUDENDO:
                            Monte púbico: é uma elevação mediana, anterior à sínfise púbica e constituída principalmente de tecido adiposo. Apresenta pêlos espessos após a puberdade, denominados pelo pubianos.
                            Lábios maiores: são duas pregas cutâneas, alongadas, que delimitam entre si uma fenda, a rima do pudendo. Após a puberdade apresentam-se hiper pigmentadas e cobertas de pêlos, embora suas faces internas sejam sempre lisas (sem pêlos ).
                            Rima do pudendo; espaço entre os lábios maiores.
                            Lábios menores: são duas pequenas pregas cutâneas, localizadas medialmente aos lábios maiores. No vivente, a pele que os recobre é lisa, úmida e vermelha.
                            O termo vulva ou pudendo, refere-se aos órgãos genitais femininos externos, o espaço entre os lábios menores recebe o nome de vestíbulo da vagina e nele se encontram as seguintes estruturas:                                                
                            - clitóris
                            - óstio externo da uretra
                            - óstio da vagina, nas virgens, o óstio da vagina é fechado parcialmente pelo hímen.
                                     

2 – ÓRGÃOS GENITAIS INTERNOS

                            A vagina é o órgão de cópula feminino. O termo vagina vem do latim e significa bainha, nome dado a esta estrutura por analogia funcional. A parede anterior mede 7,5 cm e a parede posterior 9,0.
                            O espaço entre o colo do útero e a parede da vagina recebe o nome de fórnice, sendo dividido em anterior e posterior.

                          


3 - ÚTERO

                Localização: cavidade pélvica.
                            Tamanho: 8 cm de comprimento  -  4 cm de largura  -  2 cm de espessura.
                            Musculaturas: perimétrio, miométrio e endométrio
                            Porções: fundo do útero, corpo do útero e colo do útero
                            Ligamentos: ligamento largo eligamento redondo

4 - TUBA UTERINA
                            Transportam os óvulos que romperam a superfície do ovário para a cavidade do útero. A tuba é subdividida em quatro partes, que indo do útero para o ovário são:
                            Porções: uterina, istmo, ampola e infundíbulo
                            Fímbrias: ovárica e tubárica
                            Tamanho: 10 cm.

5 - OVÁRIOS

                            Localização: parede lateral da pelve na altura da espinha ilíaca antero-superior.
                            Tamanho: 3 a 4 cm.
                           
                            Produzem os gametas femininos ou óvulos ao final da puberdade. Além desta função gametogênica, produzem também hormônios, os quais controlam o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e atuam sobre o útero nos mecanismo de implantação do óvulo fecundado e início do desenvolvimento do embrião.   
               

                                                                                

6 – MAMA

                            Faz-se neste sistema o estudo das mamas devido às relações funcionais que estes órgãos mantêm com aqueles da reprodução e seus hormônios. As mamas são anexos da pele, pois seu parênquima é formado de glândulas cutâneas modificadas que se especializam na produção de leite após a gestação.
                           Estão localizadas na parte anterior do tórax, sobre o músculo peitoral maior. Possuem duas porções: a papila mamaria e a aréola. Apresentam dois sulcos: intermamário e inframamário.



                 







SISTEMA DIGESTIVO

1 – Definição:

 

                 É o sistema responsável pela absorção dos alimentos. É formado por um tubo denominado canal alimentar, que vai da boca ao ânus, e por glândulas. Apresenta dilatações e estreitamentos ao longo de seu comprimento. O tubo digestivo é contínuo, mas pode ser dividido em partes, que são os órgãos que formam o sistema digestivo: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso. As glândulas principais são: glândulas salivares, fígado e pâncreas.


2 – BOCA:
                            É a primeira parte do tubo digestivo. Os termos de referência para boca são: bucal e oral.
                            A cavidade bucal pode ser dividida em vestíbulo e cavidade bucal (ou cavidade própria da boca).
                            Seus limites são: superiormente o palato; inferiormente o assoalho da boca; lateralmente as bochechas; anteriormente os lábios; posteriormente o ístmo das fauces, onde se continua com a faringe.
                            Os limites do vestíbulo bucal são: anteriormente os lábios e as bochechas, e medialmente os dentes a gengiva. A cavidade bucal está situada internamente aos dentes e à gengiva.
                            O palato é formado por palato duro e mole. O palato duro é formado pelos ossos palatinos e maxilas. O palato mole é formado por músculos que o movimentam. Na linha média existe uma saliência denominada de úvula.











2.1 – Língua:
                        A língua é formada por um conjunto de músculos intrínsecos e extrínsecos que dão a ela grande capacidade de movimentos. Esta é revestida por uma mucosa especialmente adaptada para a deglutição e para gustação.
                        Há numerosas papilas filiformes, fungiformes, foliadas e valadas.  
                        Na língua podemos identificar o ápice, o dorso e a raiz. Na face inferior, na linha mediana, há uma prega denominada frênulo lingual.
                                                                                                                           
2.2 – Faringe:

                            É a continuação do tubo digestivo que se segue à boca. Começa na base do crânio e termina na borda inferior da cartilagem cricóide, onde o tubo continua como esôfago. Faz parte do sistema respiratório, alem do sistema digestivo, isto é, passa por ela tanto os alimentos como o ar da respiração. Seu termo de referência é faríngica. Sua parede posterior é contínua e sua parede anterior possui três aberturas.
                            A faringe pode ser dividida em três partes: parte nasal (nasofaringe), parte bucal (orofaringe onde estão localizadas as tonsilas palatinas) e parte laríngica (larigofaringe). 

                    
2.3 – Esôfago:

                            É um tubo muscular revestido internamente por mucosa, que se segue à faringe e se continua com o estômago. Pode ser dividido em esôsfago cervical, torácico e abdominal. O esôfago cervical está localizado no pescoço. O esôfago torácico está localizado dentro do tórax, numa região denominada de mediastino. Tem relação anterior com a traquéia e posterior com a coluna vertebral. Atravessa o diafragma, em abertura denominada hiato esofágico. O esôfago abdominal é curto e logo se abre no estômago, através do óstio cárdico.

                             



2.4 – Estômago:

                            O estômago começa no óstio cárdico, que o une ao esôfago e termina no esfíncter pilórico (piloro) onde continua tem início o intestino delgado. Existe, portanto 2 esfincteres no estômago: cárdia, na entrada e o piloro na saída. O estômago está situado na parte superior da cavidade abdominal, à esquerda da linha mediana (região epigástrica), bem junto à parede anterior do abdome.
                            Tem a forma de uma bolsa dilatada, achatada antero-posteriormente. O estômago possui duas faces: face anterior e face posterior. Também é possível identificar duas bordas denominadas de curvatura gástrica maior (que é convexa) e curvatura gástrica menor (que é côncava). A curvatura maior está ligada ao colo transverso do intestino grosso pelo omento maior. A curvatura menor está ligada ao fígado pelo omento menor.
                            Os omentos são membranas formadas por duas camadas de peritônio, dentro das quais estão os vasos, nervos e linfáticos do estômago e do fígado.
                            O estômago pode ser dividido em: fundo, corpo e região pilórica. O fundo é a parte mais alta, situada acima do óstio cárdico. O corpo é a maior parte e está situada no meio do órgão. A região pilórica é afunilada e está próxima ao esfíncter pilórico.
                   












2.5 – Intestino delgado:

                            O intestino delgado tem início no estômago, ao qual está unido pelo piloro e termina no intestino grosso, ao qual está unido através da válvula ileocecal. O termo para intestino é entérico. O intestino pode ser dividido em três porções: duodeno, jejuno e íleo. Macroscopicamente, não há divisão nítida entre o jejuno e o íleo.
                            O duodeno é a primeira porção do intestino delgado, não é móvel como o jejuno e o íleo, pois está preso à parede posterior do abdome. Tem forma de letra C e pode ser dividido em 4 porções: a 1a , 2a , 3a , e 4a porção. Na 2a porção há uma papila, na qual abre-se um ducto hepatopancreático. Este ducto é formado pala junção do ducto colédoco que vem do fígado com o ducto pancreático que vem do pâncreas.
                           
                    

                            O jejuno e o íleo têm um calibre relativamente constante, com cerca de 6 metros de comprimento, e fica enrodilhado no meio da cavidade abdominal. Cada porção do jejuno e do íleo é denominado de alça intestinal. Estas alças são móveis e soltas na cavidade peritonial, e estão presa à parede posterior do abdome através de uma membrana denominada de mesentério.




2.6 – Intestino grosso (colo)
                            É um tubo com cerca de 1,5 metros de comprimento, de calibre variável, mas sempre mais calibroso que o delgado. É diferente do intestino delgado em 3 aspectos anatômicos: possui tênias, haustros e apêndice epiplóicos. O termo para o intestino grosso é cólico.

        
                            Pode ser dividido em: ceco, colo ascendente, colo transverso, colo descendente, colo sigmóide, reto e canal anal.
                            O ceco é a primeira porção, onde se abre o intestino delgado através da válvula ileocecal. Há também uma abertura do apêndice vermiforme. O apêndice é um prolongamento do ceco, que termina em fundo cego.
                            O colo ascendente sobe em direção ao fígado, acolado à parede lateral e posterior da cavidade abdominal.
                            O colo transverso dirige-se para a esquerda, atravessando transversalmente o abdome, e dobra-se novamente, dirigindo-se para baixo.
                            O colo descendente desce rente à parede lateral até a abertura superior da cavidade pélvica, onde continua como o colo sigmóide.
                            O colo sigmóide tem a forma de uma letra S e inicia-se no colo descendente e termina no reto. Está localizado na região da fossa ilíaca esquerda.
                            O reto é a continuação inferior do colo sigmóide. Está localizado no fundo da cavidade pélvica, acolado ao osso sacro, e tem uma relação anterior, importante com a bexiga masculina e com o útero e vagina na mulher.
                                       
                               
3 – GLÂNDULAS ANEXAS:

3.1 – Glândulas salivares:
                            As glândulas salivares produzem a saliva. São glândulas anexas ao tubo digestivo e são constituídas por 3 pares de glândulas: parótida, sublingual e submandibular.
                            As glândulas parótidas, que são as maiores, estão localizadas abaixo e a frente da orelha. Tem ducto excretor de saliva: o ducto parótido que sai da glândula, atravessa o músculo bucinador e abre-se no vestíbulo bucal, próximo do segundo dente molar superior.
                            As glândulas submandibulares estão localizadas na face medial do ângulo da mandíbula, onde podem ser palpadas. Os canais de excreção de cada glândula, os ductos submandibulares, saem das glândulas, dirigem-se para frente e se abrem na cavidade bucal, abaixo da língua, ao lado do frênulo lingual.
                            As glândulas sublinguais estão localizadas no assoalho da boca onde formam elevações da mucosa ao lado do frênulo lingual, facilmente visíveis. Tem vários ductos de excreção que se abrem no assoalho da boca.








3.2 – Fígado:
                            O fígado é um grande órgão localizado na cavidade abdominal logo abaixo do diafragma, na porção superior direita da cavidade abdominal, mais precisamente na região do hipocôndrio direito. O termo de referência é hepático.
                            Apresenta 2 faces: face diafragmática e face visceral. A face visceral apresenta depressões originadas pelas relações com os órgãos vizinhos, como impressões gástrica, cólica, cística e renal. Na face diafragmática há pregas do peritônio que o ligam ao diafragma e o sustentam em posição. São os ligamentos; falciforme, coronário, triangular direito e esquerdo. Está ligado ao umbigo através do ligamento redondo.
                            O fígado é dividido em 4 lobos: lobo direito, lobo esquerdo, lobo quadrado e lobo caudado.
          

                            Na face visceral há uma abertura, o hilo hepático, por onde passa o pedículo hepático. Este é formado pela veia porta, artéria hepática e vias biliares. A veia porta hepática é formada pelos vaso que vêm dos intestinos e leva sangue com nutrientes absorvidos. A artéria hepática leva sangue arterial para as celas hepáticas. As vias biliares trazem a bile secretada no fígado.
                            As vias biliares conduzem ou armazenam bile. É formada pelos ductos hepáticos direito e esquerdo que vêm do fígado, que se unem formando o ducto hepático comum. A vesícula biliar continua-se com o ducto cístico, que junta-se ao ducto hepático comum e forma o ducto colédoco, e termina na segunda porção do duodeno. O termo que se refere a vesícula é cístico.
                                    





3.3 – Pâncreas:
                            O pâncreas é um órgão de forma alongada, com direção transversal, que pode ser subdividido em: cabeça, corpo e cauda. A cabeça está encaixada na concavidade do duodeno com o qual está intimamente aderido. A cauda está bem a esquerda próximo do baço. O suco pancreático secretado por ele é excretado pelo ducto pancreático na luz do duodeno. Este ducto, próximo ao duodeno, junta-se ao ducto colédoco, dilatando-se para formar a ampola hepatopancreática e abrir-se no duodeno, em uma elevação denominada de papila duodenal.
Pode haver um ducto pancreático acessório.

             





4 – BAÇO:
                            O baço não faz parte do sistema digestivo, mas sim do sistema circulatório. É o maior órgão linfóide do corpo. Seus termos de referência são; esplênico e lienal. Pode ser descrito aqui, por ter relação de proximidade com os órgãos digestivo. Está localizado no abdome, na região do hipocôndrio esquerdo, e não pode ser palpado. Tem 2 faces:face diafragmática e face visceral. A face diafragmática é lisa e convexa, e está relacionada com o diafragma. A face visceral está dividida por crista em faces: gástrica, renal e cólica. Nesta face há um hilo por onde passa o pedículo esplênico ou lienal.

          







SISTEMA RESPIRATÓRIO

1 – DEFINIÇÃO
                            É o conjunto de órgãos que realiza a respiração. Respiração, por sua vez, pode ser definida como a troca gasosa nos pulmões. Neste processo, o oxigênio levado pelas vias aéreas até os alvéolos passa para o sangue e o gás carbônico passa do sangue para os pulmões. Além da respiração neste sistema está localizado o sistema vocal e o olfato. A laringe produz som e na cavidade nasal estão as terminações nervosas olfatórias.
                            Didaticamente, o sistema respiratório pode ser dividido em:
Porção de condução (vias aéreas)
                        Nariz
                        Faringe
                        Laringe
                        Traquéia
                        Brônquios
Porção de respiração
                        Pulmão
                        Pleura

2.  PORÇÃO DE CONDUÇÃO:

2.1 – Nariz externo:
                            É aparente na face, tem a forma de uma pirâmide onde identificamos o ápice, o dorso e raiz. O dorso é formado pelos ossos do nariz e pelas cartilagens nasais laterais, enquanto que as asas são formadas pelas cartilagens alares.                                                                                                   

    
                                       

2.2 – Nariz interno:
                            São duas cavidades separadas pelo septo nasal, que é formado pelos ossos etmóide e vômer e pela cartilagem do septo. Têm a abertura anterior denominada de narinas, e a abertura posterior denominadas de coanas, que se comunica com a faringe. A cavidade nasal é dividida em: vestíbulo nasal, região respiratória e olfatória.
                            As paredes laterais das cavidades apresentam 3 conchas denominadas conchas nasais. Estas se subdividem em conchas nasal superior, média e inferior. Entre as conchas existem espaços denominados de meatos. Também teremos o meato superior, médio e inferior, onde abrem-se os ductos dos seios paranasais. A concha nasal superior e o meato nasal superior são responsáveis pelo olfato, devido a concentração de terminações nervosas. As demais conchas e meatos possuem a função de respiração. É neste espaço que o oxigênio será turbilhonado, aquecendo ou resfriando-se.
                         
              
  2.3 – Seios paranasais:
                            Os seios paranasais são cavidades encontradas no interior dos ossos maxila, frontal, esfenóide e etmóide.
                                       

2.4 – Faringe:
                            A faringe é um segmento comum aos sistemas digestório e respiratório. Situa-se atrás da cavidade nasal com a qual se comunica através das coanas) da boca e da laringe.
- nasofaringe: continuação das fossas nasais (tonsila faríngica = adenóide)
- orofaringe: continuação da boca (tonsilas palatinas = amígdalas)                      
- laringofaringe: segmento modificado do sistema respiratório = órgão da fonação.
                            limites da faringe: oral ou superior; base do crânio osso esfenóide aboral ou inferior; borda inferior da cartilagem cricóide ou 6a vértebra cervical.                                              
                                              
2.5 – Laringe:
                            A laringe é um órgão com a forma de pirâmide. Comunica-se superiormente com a faringe, inferiormente coma a traquéia. Apresenta um arcabouço cartilaginoso co as seguintes cartilagens: cartilagens ímpares; tireóide, cricóide e epiglote; cartilagens pares; cuneiformes, corniculadas e aritenóides.         

                                                                  
- Limites: oral ou supeior; adito da laringe; aboral ou inferior; borda inferior da cartilagem cricóide
- Porções da laringe: vestíbulo da laringe, glote e cavidade infraglótica
- Ligamentos da laringe: membrana tiro-hióidea, cricotireoídeo e cricotraqueal          
                            No interior da laringe encontra-se as pregas vocais, cada uma formada por um pequeno músculo revestido pela mucosa da laringe. São em número de quatro, duas superiores ( as pregas vestibulares ) e duas inferiores ( as pregas vocais). As pregas vocais são maiores e as principais responsáveis pela fonação. O espaço entre as pregas vocais é denominado de rima glótica. Apresenta duas funções principais: conduzir o ar e a fonação.

                   

                            A fonação é a produção fisiológica da voz. Seu mecanismo é o seguinte: o ar  é expulso dos pulmões e, ao atravessar a glote estreitada, entra em vibração. As vibrações do ar é que originam um som que será modelado, tomando as características da voz humana na faringe, boca e fossas nasais. O estreitamento da glote é devido a ação dos músculos das pregas vocais, que se contraem. Quando estes músculos não estão contraídos, o ar expirado passa livremente pela glote não produzindo o som.  






2.6 – Traquéia:
                            É um tubo de aproximadamente 2,5 cm de diâmetro e 11 cm de comprimento, que se estende desde a laringe até a divisão para formar os brônquios. O local onde ocorre esta divisão é denominado de Carina.  Ela é formada por uma série de cartilagens em forma de “C” há o músculo traqueal que pode modificar o calibre da traquéia. A traquéia situa-se no pescoço, onde é superficial, e penetra no tórax, por trás do osso esterno.
- Limites:   Oral ou superior:  borda inferior da cartilagem cricóide; Aboral ou inferior: Carina
- Ligamentos: anulares
- Músculo traqueal
             


2.7 – Brônquios, bronquíolos e alvéolos:
                            A traquéia divide-se em: brônquios principais direito e esquerdo, cada um dirige-se para um pulmão. Cada brônquio principal divide-se em brônquios lobares, cada um para os lobos dos pulmões.
                            Cada brônquio lobar divide-se em brônquios segmentares. Cada um para  um segmento pulmonar. Cada brônquio segmentar continua dividindo-se repetidamente até formar os finíssimos bronquíolos.
               


                            Estes dividem-se muitas vezes formando os bronquíolos terminais e estes em bronquíolos respiratórios, que por sua vez dividem-se para formar os ductos alveolares e alvéolos.
                            É ao nível dos alvéolos que se dá a troca gasosa chamada de respiração (hematose). A enorme quantidade de alvéolos é que dá ao pulmão o aspecto de esponja.
                            Conforme vão se dividindo, a luz vai ficando estreita e as paredes mais delgadas. As cartilagens vão diminuindo até não mais existir. Fica apenas camada muscular e mucosa. Nos alvéolos há apenas uma camada de célula, o que possibilita a passagem de gases através da parede.      

                               

3. PORÇÃO DE RESPIRAÇÃO:
                           
 3.1 Pulmões
                            São 2 órgãos com forma de cone, com ápice para cima e base para baixo, localizados dentro da caixa torácica.
                            Pode ser descrito que tem 3 faces: costal, mediastinal e diafragmática. A face costal está em contato com as costelas, a face mediastinal está voltada para o mediastino e a diafragmática para o músculo diafragma. As faces estão separadas por bordas: borda anterior que fica entre as faces costal e mediastinal; a borda inferior que fica entre as faces costal e diafragmática. A ponta anterior do lobo esquerdo é chamada de língula. A face mediastinal, que está voltada para o mediastino, apresenta uma depressão chamada Hilo, no pulmão direito  o hilo esta distribuído da seguinte forma; brônquio, artéria e veia, no pulmão esquerdo esta assim distribuído; artéria, brônquio e veia. O local por onde entram ou saem dos pulmões, os elementos que formam o pedículo pulmonar:  brônquios, artérias, veias, linfáticos e nervos.

                            O pulmão esquerdo é dividido em: lobo superior e lobo inferior, que estão separados pela fissura oblíqua.
                            O pulmão direito é dividido em: lobo superior, médio e inferior. Uma outra fissura horizontal separa o lobo superior do médio.
                            Os pulmões formolizados apresentam em suas faces, depressões marcadas pelos órgãos vizinhos tais como: impressão cardíaca, aórtica, esofagica, sulcos da veia cava superior e veias ázigos.
                            Cada destes lobos, pode ser dividido cirurgicamente em porções menores chamadas de segmentos bronquiopulmonares, pois estão separados por tecido conjuntivo. Cada segmento é suprido por seu brônquio, artéria e veia segmentar.

   


3.2 pleura
                            Cada pulmão é envolvido por 2 membranas muito finas e brilhantes chamada de pleura. Uma que está intimamente aderida ao pulmão chamada de pleura visceral (ou pulmonar) e outra que está aderida à parede costal, chamada de pleura parietal. Elas são contínuas uma com a outra ao nível do hilopulmonar. Entre elas há um espaço pleural (ou cavidade pleural), estreitíssimo, preenchido pelo líquido pleural.

4 – MEDIASTINO:
                            O espaço entre os dois pulmões envolvidos pela pleura estende-se da abertura superior do tórax ao diafragma, que fecha a abertura inferior do tórax. Está divido por uma linha, que se estende da 4a vértebra torácica ao ângulo esternal, em duas porções: o mediastino superior ( superiormente à linha ) e o mediastino inferior ( inferiormente à linha). O mediastino superior não apresenta subdivisões, mas o inferior está subdividido em anterior, médio e posterior.
                                

5 – DIAFRAGMA
                            O músculo que é o principal responsável pela expansão e retração da caixa torácica, sendo  inervado  pelo nervo frênico.


        











SISTEMA CARDIOVASCULAR
                                                  
                                                      
1 – Definição
                            O sistema circulatório é um sistema fechado, sem comunicações com o exterior, constituído por tubos (vasos) e humores (sangue e linfa). Para que esses humores possam circular através dos vasos existe um órgão central, o CORAÇÃO, que funciona como uma bomba contrátil-propulsora. O sistema circulatório está assim constituído:
           a) sistema sangüíneo, cujos componentes são os vasos condutores de sangue (ar­térias, veias e linfáticos) e o coração (o qual pode ser considerado como um vaso modificado).          
           b) sistema linfático, formado pelos vasos condutores da linfa (capilares linfáticos, vasos linfáticos e troncos linfáticos) e por órgãos linfóides (linfonôdos e tonsilas)
           c) órgãos hemopoiéticos, representados pela medula óssea e pelos órgãos linfói­des (baço e timo).
  
2 – Tipos de circulações:

2.1Circulação Pulmonar ou pequena circulação:
                            Tem início no ventrículo direito, de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos pulmões onde sofre trocas gasosas e depois retoma ao átrio esquerdo (coração - pulmão - coração).

2.2 Circulação Sistêmica ou grande circulação:
                            Tem início no ventrículo esquerdo, de onde o sangue é bombeado para a rede capilar dos tecidos de todo o organismo. Após as trocas, o sangue retoma pelas veias ao átrio direito (coração - tecidos - coração).

2.3 Circulação Colateral:
                            Mecanismo de defesa do organismo, para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre.



2.4 Circulação Portal:
                            Uma veia interpõe-se entre duas redes de capilares, sem passar por um órgão intermediário. Isso acontece na circulação porta-hepática, provida de uma rede capilar no intestino (onde há absorção de alimentos) e outra rede de capilares sinusóides no fígado (onde ocorrem complexos processos metabólicos), ficando a veia porta interposta entre as duas redes.

2.5 Circulação placentária:
                            O sangue proveniente da circulação materna chega até a placenta, rico em O2 e nutrientes, na placenta tem origem a veia umbilical que carrega este sangue até o feto, onde são realizadas trocas gasosas e metabólicas, o sangue rico em CO2 retorna até a placenta pelas artérias umbilicais, onde novamente ocorrem trocas gasosas, sendo que o produto da respiração fetal é eliminada pela mãe.

3. Artérias
                Fazem a irrigação do corpo humano, levando sangue arterial rico em O2 para todo o corpo, todas as artérias tem origem no coração, no ventrículo esquerdo de onde parte a principal artéria do corpo a artéria aorta, que a partir de sua origem vai se ramificando dando origem a artérias menores até se transformarem em capilares.

3.1. Situação:
                            Superficiais: acima dos músculos no meio da tela subcutânea  (gordura )
                            Profundas: entre os músculos

4. Veias
                   Fazem a drenagem do corpo humano, trazendo sangue venoso rico em CO2, todas as veias terminam no coração, elas começam a se formar nos capilares, nas extremidades do organismo, onde vão se juntando formando veias cada vez maiores até chegarem ao coração, no átrio direito, local onde terminam, sendo que a veia cava superior drena o sangue da cabeça e dos membros superiores e a veia cava inferior drena o sangue dos órgãos abdominais e membros inferiores.
                           
5. Sistema linfático:
5.1 Vasos linfáticos:
5.2 Órgãos linfóides:
           a -  linfonodos        b - tonsila        c - baço        d -  timo
5.3 Ducto torácico
                   O sangue não é completamente drenado pelas veias, pode sobrar sangue entre as células, que será retirado pelo sistema linfático.  Este líquido que sobra é a linfa.  Os vasos linfáticos são de menor calibre que as arteríolas,  porém, em maior quantidade.
                   Os linfonodos possuem células de defesa.  Como reação a uma inflamação, o linfonodo pode intumescer-se e tornar-se doloroso, fenômeno conhecido com o nome de íngua.      
          
         
PERICÁRDIO E CORAÇÃO

1 – Pericárdio
                O pericárdio é um saco fibroseroso que envolve o coração, separando-o dos outros órgãos e que limita sua expansão durante a diástole ventricular. Consiste de uma camada externa fibrosa (pericárdio fibroso) e de uma camada interna serosa (o pericárdio seroso). Este último possui uma lâmina parietal, aderente ao pericárdio fibroso e uma lâmina visceral, aderente ao miocárdio e também chamada de epicárdio. Entre as duas lâminas do pericárdio seroso existe uma cavidade virtual (cavidade do pericárdio), ocupada por camada líquida que permite o deslizamento de uma lâmina contra a outra durante as mudanças de volume do coração.
                                         

                                                                  
2 – Coração
                Órgão muscular oco que funciona como uma bomba contrátil-propulsora, sendo formado por um tecido muscular do tipo especial: o tecido muscular estriado cardíaco.
                Tem a forma aproximada de um cone truncado, apresentando uma base, voltada para cima, um ápice voltado para baixo e faces (esternocostal, diafragmática e pulmonar). A base do coração não tem uma delimitação nítida, isto porque corresponde à área ocupada pelas raízes dos grandes vasos da base do coração: veia cava superior, veia cava inferior, artéria pulmonar, veias pulmonares e artéria aorta, vasos através dos quais o sangue chega ou sai do coração.
                O coração situa-se na cavidade torácica, atrás do esterno, acima do diafragma sobre o qual repousa. Sua maior porção encontra-se à esquerda do plano mediastino. Fica disposto obliquamente de tal forma que a base é medial e o ápice é lateral.
      
                                        

Localização: mediastino médio
Cavidades: 2 átrios – câmaras superiores que recebem sangue das veias cavas e pulmonares
                   2 ventrículos – câmaras inferiores que ejetam sangue através das artérias aorta e pulmonar
Faces:  esternocostal  ou anterior
             diafragmática ou posterior   
             pulmonar ou esquerda                       
3. Anatomia externa

                Sulcos:
                - atrioventricular ou coronário                 
- interventricular anterior
                            - interventricular posterior

                            Vasos da Base:
                            - veia cava superior
                            - veia cava inferior
                            - artéria pulmonar
                            - veias pulmonares
                            - artéria aorta 
                           
                                  
                   

4. Anatomia Interna

4.1 Átrio direito (AD)
                            Ocupa a parte direita da base do coração continuando-se anteriormente com a aurícula. Nele chegam as vv. cavas superior e inferior trazendo o sangue venoso dos membros inferiores, abdômen (v. cava inferior) e dos membros superiores, pescoço, cabeça e tórax (v. cava superior).
                            Também desemboca no átrio direito o seio coronário, que conduz o sangue venoso da musculatura própria do coração. No septo interatrial existe uma depressão ovalada - a fossa oval - local onde, no feto, se encontra o forame oval que comunica os dois átrios, permitindo a mistura do sangue venoso do AD com o sangue arterial do átrio esquerdo (AE).
                O AD comunica-se com o VD através do óstio atrioventricular limitado por um anel fibroso que dá sustentação à Válvula Atrioventricular Direita ou TRICÚSPIDE (controla a passagem de sangue para o ventrículo direito impedindo seu refluxo ao átrio).

4.2 Ventrículo direito (VD)
                            É a maior parte da face anterior do coração, contudo sua espessura representa cerca de 1/3 da espessura do Ventrículo esquerdo (VE). Sua superfície interna é constituída de relevos musculares chamados de Trabéculas Cámeas, que são um tipo de músculo papilar de formato cônico cuja base está implantada na parede do Ventrículo e os ápices continuam-se por cordas tendíneas que se inserem nas cúspides da valva atrioventricular direita ou tricúspide.
                A Válvula Tricúspide é formada por três cúspides (anterior, posterior e septal) que se inserem no anel fibroso que limita o óstio atrioventricular. O VD acha-se separado do VE pelo septo interventricular, que juntamente com o septo interatrial, constituem o septo cardíaco que separa o átrio e o ventrículo direitos (coração venoso) do átrio e ventrículo esquerdos (coração arterial).
                Do VD parte o tronco pulmonar (artéria pulmonar), que após curto trajeto se divide em artéria pulmonar direita e artéria pulmonar esquerda, as quais levam o sangue venoso para os pulmões onde se processa a troca gasosa (sangue elimina CO2 e recebe O2), No início do tronco pulmonar existe um aparelho valvular denominado de Válvula Pulmonar.

4.3 átrio esquerdo (AE):
                            Forma quase toda a base do coração (também apresenta a aurícula esquerda). Recebe as quatro veias pulmonares (02 direitas e 02 esquerdas) as quais conduzem sangue arterial vindo dos pulmões. O AE comunica-se com o ventrículo esquerdo através do óstio atrioventricular esquerdo, limitado pelo anel fibroso que dá sustentação à Válvula Atrioventricular Esquerda (BICÚSPIDE ou MITRAL).

4.4 ventrículo esquerdo (VE):
                            Maior parte da face posterior do coração e do ápice (ponta) também. O VE apresenta sua parede mais espessa que a do VD, sendo o sangue arterial impulsionado através dele para todo o organismo.
                As cúspides anterior e posterior da Válvula Mitral ou Bicúspide inserem-se nos músculos papilares através de cordas tendíneas como acontece no VD. No VE nasce a mais importante e mais calibrosa artéria do organismo: a artéria aorta.
                No ventrículo esquerdo tem origem a artéria aorta.  O espaço entre a parede da aorta e as valvas semilunares é conhecido como seio aórtico, local em que a aorta emite seus primeiros ramos as artérias coronárias direita e esquerda, responsáveis pela nutrição do músculo cardíaco.

                  

                            A grande circulação é aquela compreendida entre o ventrículo esquerdo e átrio direito. Na grande circulação ou sistêmica, o trajeto do sangue é o seguinte: saindo do ventrículo esquerdo, o sangue arterial é distribuído pela aorta a todas as partes do organismo.  Na intimidade dos tecidos (órgãos), esse sangue perde oxigênio  e adquire gás carbônico,  transformando-se, assim, em sangue venoso, que é levado pelas veias cava superior  e inferior  para o átrio direito.
                            A pequena circulação ou circulação pulmonar é aquela compreendida entre o ventrículo direito e o átrio esquerdo.  Aqui o sangue venoso é levado pelas artérias pulmonares, originárias do ventrículo direito, aos pulmões.  Nos pulmões esse sangue venoso libera o gás carbônico e adquire oxigênio, transformando-se em arterial, que é levado ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares.
                            A passagem do sangue venoso a arterial, que nos mamíferos ocorre nos pulmões, recebe o nome de hematose. 
                                     
5. Sistema de condução
                 O sistema de condução compreende o nó sino-atrial, o nó atrioventricular, o feixe atrioventricular com seus dois ramos e os plexos subendocárdicos de fibras de Purkinje.
                            O impulso começa no nó sino-atrial, ativa a musculatura do átrio e é daí conduzido ao nó atrioventricular. O feixe atrioventricular, através de seus dois ramos, e as fibras de Purkinje conduz o impulso do nó atrioventricular até o miocárdio ventricular.   
                  


SISTEMA ARTERIAL

                            As artérias IRRIGAM o organismo distribuindo sangue arterial (com O2), com exceção da artéria pulmonar que transporta sangue venoso (com CO2). As artérias, a partir da artéria aorta que tem origem no coração e é dividida em quatro grandes regiões: ascendente, arco aórtico, torácica e abdominal .

Artéria aorta
                            - a. aorta ascendente
                                   - aa. coronárias
                            - arco aórtico
                                   - tronco braquiocefálico
                                               - a. carótida comum direita
                                               - a. subclávia direita
                                   - a. carótida comum esquerda
                                   - a. subclávia esquerda
                            - a. aorta torácica
                                   - aa. Intercostais

                       
                            - artéria subclávia
                                               - a. axilar
                                                           - a. braquial
                                                                       - a. radial
                                                                       - a. ulnar
                               
                            - a. aorta abdominal
                                   - tronco celíaco
                                   - a. ilíaca comum direita
                                   - a. ilíaca comum esquerda
                                               - a. ilíaca interna
                                               - a. ilíaca externa
                                           

                                               - artéria ilíaca externa                                   
                                                           - a. femoral
                                                         
                                                                       - a. poplítea
                                                                                  - a. tibial posterior
                                                                                  - a. tibial anterior
                                                              
SISTEMA VENOSO
                            As veias DRENAM o sangue do organismo, conduzindo-o até o coração, as veias transportam sangue venoso (com CO2), com exceção das veias pulmonares que transportam sangue arterial (com O2).
- veia jugular interna e veia jugular externa
                                              
v.  radial, v. ulnar, v. mediana do cotovelo, v.  cefálica, v. basílica, v. braquial, v. axilar
                                                                                  


v. subclávea, v. braquiocefálica, v. cava-superior

                                      
v. ilíaca externa, v. ilíaca interna,  v. ilíaca comum, v. cava Inferior

                                           


                  v. femoral                                                                  v. poplítea
                                                                                  
                                                     

v. Safena Magna                                                        v. safena parva

                                                                                                  

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